Na foto publicada por Flávio nas redes sociais, o senador aparece em pé ao lado de Trump, que está sentado no Salão Oval. O encontro foi articulado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo jornalista Paulo Figueiredo.

Em entrevista ao canal Revelando, apresentado por Bruno Torturra, Santos Cruz afirmou que há uma “submissão voluntária” de brasileiros aos norte-americanos. Ao comentar a aproximação de políticos brasileiros com o governo dos Estados Unidos, criticou a atitude de quem, segundo ele, se coloca em posição de inferioridade. “Se dizem patriotas, mas perderam totalmente o sentimento de patriotismo” , afirmou.

Santos Cruz também criticou o uso de bonés com a inscrição “Make America Great Again” por políticos brasileiros, gesto que, para ele, é de submissão voluntária. “Isso é um negócio que você não tem igual no mundo, pode procurar” , disse. “São pessoas que se dizem patriotas, mas perderam totalmente o sentimento de patriotismo, porque aquilo ali é uma marca registrada de propaganda de um partido político dos Estados Unidos.”

Políticos ligados a Flávio já utilizaram o boné vermelho do MAGA, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal eleito Nikolas Ferreira (PL-MG), Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro.

O general atribuiu esse comportamento à idolatria pelos Estados Unidos, alimentada historicamente pela exportação de cultura americana, e ao fanatismo político. “O fanatismo apaga tudo. Apaga se você é corrupto, se você é pedófilo, se você é traidor. É o sentimento mais forte que existe na humanidade, mais forte que o amor familiar, que o vínculo de amizade”.

Segundo Santos Cruz, a imagem é histórica pelo que representa: “Isso não é busca de apoio. Busca de apoio é uma coisa. A busca de interferência é traição”.

Ele disse ainda que a interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro já está em curso e citou como exemplo a ida de Eduardo Bolsonaro a Washington, ainda com mandato de deputado federal, para negociar sanções contra o Brasil. “Isso é uma coisa inimaginável, talvez ninguém tenha imaginado. Eu nem sei se tem na legislação o enquadramento para isso” , avaliou.

Por fim, o general classificou a busca por apoio externo para influenciar a política brasileira como um ataque à soberania nacional. Na avaliação dele, a aproximação com os Estados Unidos pode ser usada por políticos brasileiros para conquistar pontos na disputa eleitoral.