# Chefe do PCC e delegada do Pará mantinham 'relação promíscua'  desde 2024, diz polícia

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/10/16/chefe-do-pcc-e-delegada-do-para-mantinham-relacao-promiscua-desde-2024-diz-policia.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-16T18:05:55.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1211975-chefe-do-pcc-e-delegada-do-para-mantinham-relacao-promiscua-desde-2024-diz

> Delegado Ney Luiz Rodrigues fala sobre prisão de chefe do PCC no Recife

A Polícia Civil de Pernambuco divulgou nesta sexta-feira (16) detalhes da Operação Sinalagma, que prendeu no Distrito Federal uma delegada do Pará suspeita de repassar informações sigilosas à facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Um dos chefes do grupo criminoso também foi detido, no Recife.

Segundo o delegado Ney Luiz Rodrigues, um dos responsáveis pelas investigações, os dois investigados tinham uma relação "promíscua" há mais de um ano, e há indícios de que mantinham um relacionamento amoroso.

✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE

Renato Henrique do Carmo, também conhecido como Gordão, foi capturado na quinta-feira (15), no Recife. A delegada presa foi Maria Virgínia Grimwood Pinto, que atuava na Divisão de Polícia Administrativa da Polícia Civil do Pará. Ela teria recebido dinheiro em troca de informações sigilosas e proteção institucional a membros da facção.

"A investigação revelou que havia uma relação bastante promíscua entre essa liderança do grupo criminoso e a delegada. Houve pagamentos, ele efetou um PIX de R$ 50 mil para essa delegada em troca de informações. Ela consultava os sistemas policiais da Polícia Civil do Pará e repassava informações sigilosas para ele", disse o delegado Ney Luiz Rodrigues.

As investigações apontam que Maria Virgínia e Renato Henrique iniciaram o relacionamento após ele ser preso no Pará, em 2024. Ele estava com um documento falso e, mesmo assim, foi liberado pela delegada e sua equipe.

"Aparentemente, ela criou uma situação para que pudesse conduzir ele para a delegacia. O boletim de ocorrência descreve que ele teria batido no carro dela. Ela foi falar com ele e ele ofendeu ela. Aí ela chamou outra equipe policial, veio outro delegado e conduziu ele para a delegacia. Creio que ela teria, na verdade, criado essa situação", pontuou o delegado Ney Luiz Rodrigues.

A polícia encontrou conversas entre a dupla em que a delegada garantia proteção ao chefe do PCC caso ele retornasse ao Pará. Também há registro de que ela consultava os sistemas policiais e repassava informações para ele em troca de pagamentos.

Renato também fazia convites para que Maria Virgínia o visitasse e financiava viagens. "Convidou ela para vir aqui para Pernambuco. Aparentemente, custeou as passagens dela também. Pediu para ela vir sozinha", explicou o delegado.

A Operação Sinalagma iniciou em janeiro de 2025, quando Renato Henrique do Carmo foi preso em Muro Alto, em Ipojuca, no Grande Recife. Meses após a prisão, ele foi liberado e passou a ser monitorado com tornozeleira eletrônica. A prisão dele na quinta-feira (15) foi a segunda que aconteceu em Pernambuco.

Quem é a delegada presa suspeita de envolvimento com o PCC

Atuação em cinco estados

Delegada Maria Virgínia e chefe do PCC foram presos em operação da Polícia Civil de Pernambuco

Anteriormente, "Gordão" atuava no organização criminosa em São Paulo e, por isso, tinha um mandado de prisão em aberto no estado. Ele também usava documentos falsos para despistar a polícia e continuar praticando crimes.

"Ele tinha um mandado de prisão expedido pela Justiça de São Paulo, justamente por ser uma liderança lá. Usava o nome falso lá em São Paulo também. Só que ele fugiu para o Pará e se estabeleceu lá. Ele já estava no Pará já tinha uns cinco anos", informou o delegado.

De lá, ele controlava o crime organizado, com foco no tráfico de drogas, nos estados do Acre, Pará e Amazonas. Segundo levantamentos da polícia, foram movimentos cerca de R$ 14 milhões pela organização criminosa.

Na residência de Renato no Recife, a Polícia Civil apreendeu joias e relógios que, se comprovada a autenticidade das grifes, estão avaliados em mais de R$ 500 mil. O criminoso foi detido por meio de um mandado de prisão temporária e recolhido ao sistema penitenciário de Pernambuco.

Chefe do PCC foi encontrado em um apartamento de alto padrão no Cais José Estelita, no Recife

VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Reportagem completa: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/10/16/chefe-do-pcc-e-delegada-do-para-mantinham-relacao-promiscua-desde-2024-diz-policia.ghtml

— Itatiba1 (https://www.itatiba1.com.br). Notícias agregadas e traduzidas; os direitos pertencem aos veículos de origem.