A iniciativa surge após o Fundo Monetário Internacional ( FMI ) alertar, nesta semana, que um ataque cibernético viabilizado por IA contra um serviço crítico de uma instituição financeira poderia abalar a confiança no setor.

Segundo Katayama, a proposta vinha sendo discutida por representantes financeiros do grupo e recebeu aprovação ministerial. A ministra falou com jornalistas na quinta-feira (15), após participar de uma reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais das economias avançadas do G7, realizada paralelamente ao encontro anual do FMI em Bangkok, capital da Tailândia.

Como funcionarão os exercícios do G7

As simulações serão desenvolvidas pelas autoridades financeiras dos países integrantes do G7 para avaliar como governos e instituições responsáveis podem reagir a ataques cibernéticos conduzidos com o auxílio de IA;

Um funcionário do Ministério das Finanças do Japão que participou da reunião explicou que os resultados servirão para verificar a eficácia dos protocolos existentes e orientar a revisão dos manuais utilizados para lidar com esse tipo de incidente;

Dependendo das características de cada simulação, os exercícios também poderão envolver instituições financeiras privadas, acrescentou o representante japonês;

A proposta busca, portanto, testar os procedimentos de resposta antes que um ataque real coloque à prova a capacidade de reação das autoridades e do setor financeiro.

Acordo foi anunciado pela ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama – Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

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Autoridades financeiras ampliam atenção aos riscos da IA

O acordo ocorre em momento de intensificação dos esforços de reguladores bancários para conter os riscos associados à IA. Entre as preocupações estão a possibilidade de ataques cibernéticos contra bancos e a atuação de agentes autônomos de IA capazes de comprometer a estabilidade financeira global.

O Banco da Inglaterra também trabalha com instituições bancárias em alternativas para a recuperação de sistemas após incidentes cibernéticos graves.

Na quinta-feira, o vice-presidente da instituição afirmou que os bancos já não podem presumir que suas defesas estejam imunes a ataques cibernéticos habilitados por IA.

A iniciativa do G7 integra esse movimento de preparação e coordenação entre autoridades financeiras diante das ameaças digitais associadas ao avanço da tecnologia.

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