Cerca de R$ 134 milhões foram bloqueados por determinação judicial durante a operação que resultou na prisão de Igor Barbosa da Silva, conhecido como "Igor Gordão", na manhã desta sexta-feira (16), em uma fazenda no município de Santo Antônio dos Lopes, no Maranhão.

A decisão também contou com o sequestro de 60 veículos e de um apartamento em Teresina adquirido por R$ 300 mil à vista.

🔍O sequestro de bens é uma medida judicial que impede a venda ou a transferência de patrimônio suspeito de estar relacionado a atividades criminosas. Já a apreensão ocorre quando as autoridades recolhem objetos, como armas, drogas, celulares e documentos, que podem servir como prova em uma investigação.

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Apontado pela polícia como líder de uma facção criminosa com atuação no Piauí, ele é investigado por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A esposa de Igor, identificada pelas iniciais A. da S. S., também é investigada por participação em movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados.

Líder de facção que atuava no PI é preso no MA; mais de R$ 1 milhão em bens foram bloqueados

A operação denominada Cactus cumpriu ainda 11 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão. Durante a ação, também foram apreendidas armas de fogo. A atuação policial foi coordenada pelo Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico.

"É um dos tubarões do tráfico aqui no estado do Piauí. Qualquer pessoa que conhece a vivência policial e do crime sabe bem o que eu estou dizendo. Essa prisão repercute demais porque é um golpe certeiro no coração do tráfico", disse o delegado Samuel Silveira, coordenador do Denarc.

O delegado afirma que o investigado utilizava empresas diversas para lavar o dinheiro arrecadado com o tráfico. Os mandados judiciais no interior do estado, em Mato Grosso e no Maranhão, endereços que teriam ligação com a atuação suspeita de Igor.

"Ele protagonizava o tráfico de drogas e camuflava a atuação dele por meio de várias empresas. [...] E lavava esse dinheiro por meio de revendedoras de carro, até mesmo no estado do Mato Grosso", detalhou o coordenador da operação.

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