A Justiça de São Paulo mandou prender o comentarista político e historiador Marco Antonio Villa, de 71 anos, em razão do não pagamento de pensão alimentícia.

Segundo o g1 apurou, ele tem um filho de 45 anos que tem deficiência e estaria devendo mais de R$ 570 mil em pagamento de pensões para a mãe dele, responsável pelos cuidados.

O mandado de prisão contra o ex-comentarista da Jovem Pan foi emitido pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões de São Paulo, e o processo tramita sob segredo de Justiça.

O juiz determinou que buscas sejam feitas nos endereços ligados a ele, mas Villa ainda não foi encontrado.

Em nota divulgada em seu perfil no X, Villa informou que luta "sozinho e calado, há anos, para tentar reverter uma injustiça sem precedente que diariamente me aflige: o dever de destinar 20 salários-mínimos por mês para minha ex-esposa e para um de meus filhos, acrescido do valor do plano de saúde em favor de ambos" e que "Infelizmente, nunca tive condições financeiras para arcar com essa quantia desarrazoada. Não sou milionário, mas sim uma pessoa assalariada que labuta arduamente todos os dias" (leia a íntegra abaixo).

O que diz Marco Antônio Villa

"Diante das midiáticas e distorcidas notícias veiculadas a meu respeito, sinto-me na obrigação de esclarecer os fatos ligados a essa triste e lamentável história.

Luto sozinho e calado, há anos, para tentar reverter uma injustiça sem precedente que diariamente me aflige: o dever de destinar 20 salários-mínimos por mês para minha ex-esposa e para um de meus filhos, acrescido do valor do plano de saúde em favor de ambos.

Em valores atuais, a pensão alimentícia que deveria ser por mim paga supera a quantia de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) por mês!

Infelizmente, nunca tive condições financeiras para arcar com essa quantia desarrazoada. Não sou milionário, mas sim uma pessoa assalariada que labuta arduamente todos os dias.

Desde que fui vítima desta condenação, vi-me compelido a destinar aos beneficiários tudo o que tinha e o que não tinha para não ter minha liberdade cerceada.

Já paguei quase R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) à ex-esposa da qual há muito me separei e ao meu querido filho (que embora conte 45 anos, em razão de suas fragilidades, vem sendo pela mãe contra mim orquestrado).

Para viabilizar o pagamento desta fortuna tive que me desfazer de patrimônio que angariei ao longo de uma vida dedicada ao trabalho, já tendo destinado a minha ex-esposa: i) os dois imóveis antes por mim titulados (o que nos serviu de lar e outro situado no litoral); ii) todas as minhas economias; e, ainda, iii) valores levantados mediante a contratação de empréstimos bancários.

Após ter liquidado literalmente meu patrimônio acima mencionado e me compelido a contrair dívidas onerosas, pretende-se, agora, liquidar aquilo que me é mais caro: minha saúde, minha honra e minha liberdade de ir e vir.

Não esmorecerei, contudo.

As diversas ações judiciais em andamento, visando à correção de todos os abusos contra mim cometidos, tramitam em segredo de justiça, e, por esta razão, não podem ter seus detalhes por mim publicados.

Registro, apenas, que continuo confiando na justiça, a qual, embora muito já tenha tardado, certamente não falhará."

Ele foi candidato a deputado federal pelo MDB nas últimas eleições, mas não conseguiu se eleger. Contou com 31.579 votos.

Durante a campanha, ele obteve R$ 1,75 milhão em doações do partido. O recurso foi do Fundo Partidário de financiamento público de campanhas.

O historiador Marco Antonio Villa, ex-comentarista de política da rádio Jovem Pan e candidato derrotado do MDB a deputado federal.

Villa também conseguiu arrecadar outro R$ 250 mil doados pelo engenheiro Eduardo Robson Rainere de Almeida, segundo registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Neste ano, o historiador não registrou nenhum bem em seu nome, de acordo com a Justiça Eleitoral.

Na eleição de 2022, ele havia declarado o total de R$ 1,3 milhão de patrimônio. Entre eles, uma casa em Peruíbe, e um apartamento no Jardim Paulista, área nobre de São Paulo.