Os bancos tradicionais também seguem na liderança como a principal fonte de recursos para crédito de longo prazo, ou seja, acima de 5 anos, mas com retração em comparação ao ano anterior.
Segundo a pesquisa, 49,5% das empresas do setor buscaram crédito dessa modalidade nessas instituições de fevereiro a julho de 2026. Em 2025, a participação dos bancos comerciais alcançou 51%.
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O capital próprio foi a segunda principal fonte de financiamento de curto e médio prazo citado pelas empresas, correspondendo a 23,6% , enquanto os bancos de desenvolvimento conquistaram o terceiro lugar, com 18,5%.
No crédito de longo prazo, os bancos de desenvolvimento conquistaram a segunda colocação, com 29,5%, e o capital próprio fechou o terceiro lugar com 23,1% , invertendo a ordem para essa modalidade.
Sobre a discrepância entre o valor solicitado para o financiamento e o valor aprovado pelas instituições, 62,1% das empresas disseram ter recebido o montante desejado no crédito de curto e médio prazo, ante 61% no crédito de longo prazo.
Cerca de 24,9% alegaram ter recebido aprovação de um valor menor do que o pretendido para os créditos de curto e médio prazo, ante 26,4% nos créditos de longo prazo.
No recorte por porte, pequenas empresas tiveram mais dificuldade de conseguir aprovação do valor pretendido, segundo a pesquisa. Cerca de 33,3% receberam recursos inferiores aos solicitados em crédito de curto e médio prazo, valor que chega a 34,4% para o longo prazo.
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Acerca das condições de acesso ao crédito no curto e médio prazos, entre empresas que renovaram linhas dessa modalidade, 24,8% apontaram condições gerais da operação piores ou muito piores, ao passo que 19,7% relataram condições melhores ou muito melhores e 53,9% notaram uma manutenção das condições.
No longo prazo, 53,2% apontaram manutenção das condições, 17,8% alegaram piores ou muito piores, e 26,9% disseram melhores ou muito melhores.
Metade das empresas industriais ( 49,9% ) não buscou contratar ou renovar crédito de curto e médio prazo de fevereiro a julho de 2026, enquanto 22,9% contrataram ou renovaram financiamento e 7,5% não conseguiram a aprovação dos recursos.
No longo prazo, 54% não tentaram, ao passo que 15,5% contrataram ou renovaram e 9,2% não conseguiram.
Para essa pesquisa, a CNI consultou 1.701 empresas, sendo 692 pequenas, 612 médias e 397 grandes, entre 3 e 12 de agosto.
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