“O mercado financeiro reagiu favoravelmente ao Flávio, o que eu acho um equívoco do mercado, que está depositando as suas fichas, essa parte do mercado financeiro, num programa que não é crível” , declarou Durigan.

Segundo o ministro, há uma contradição entre a promessa de Flávio de alcançar superavit primário de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) já em 2027 e o compromisso de preservar programas sociais do governo Lula, como Bolsa Família e Pé-de-Meia, além da política de valorização do salário mínimo.

“ Ele precisa dizer pra quem está mentindo: ou é pro mercado, ou é pras pessoas que são beneficiárias desses programas, porque as duas coisas no 1º ano é totalmente inviável, totalmente mentiroso” , afirmou.

Durigan declarou que a indústria e a construção civil demonstram preocupação com uma eventual mudança de governo. Segundo ele, representantes desses setores temem o desmonte de políticas de apoio à produção e alterações na reforma tributária.

Ao ser questionado sobre como conquistar a confiança do mercado financeiro, Durigan defendeu os resultados econômicos da administração Lula e pediu que os investidores considerem o desempenho do país nos últimos 4 anos.

“ Fiquem com quem tem resultado entregue durante 4 anos, que foi o ex-ministro [Fernando] Haddad e eu que construímos um resultado muito positivo na economia” , declarou.

O ministro citou o crescimento econômico, o controle da inflação e a abertura de mercados como resultados da gestão. Também destacou a atuação do Ministério da Fazenda na negociação de mais de 70 leis com o Congresso Nacional.

Durigan afirmou que, em um eventual novo mandato de Lula, o governo buscará ampliar gradualmente o superavit primário, sem privilegiar setores específicos da economia.

“Nós não vamos sair correndo pra atender ninguém 1º, não vai ser só o agro, não vai ser só a indústria, não vai ser só o mercado financeiro” , disse.

Segundo ele, a política econômica precisa conciliar os interesses do setor produtivo, dos investidores e da população.