# Fim da escala 6x1: o que pensam sindicatos da região de Piracicaba sobre mudança na jornada de trabalho

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/10/16/fim-da-escala-6x1-o-que-pensam-sindicatos-da-regiao-de-piracicaba-sobre-mudanca-na-jornada-de-trabalho.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-16T21:17:27.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1214471-fim-da-escala-6x1-o-que-pensam-sindicatos-da-regiao-de-piracicaba-sobre-mudanca

> Fim da escala 6x1: quando começa a valer e quais são as profissões impactadas

A emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1, promulgada pelo Congresso Nacional nesta sexta-feira (16), dividiu a opinião de sindicatos da região de Piracicaba (SP).

Se por um lado as entidades que representam os trabalhadores celebraram a mudança, por outro, os sindicatos das indústrias alertaram para riscos.

O fim da escala 6x1 garante aos trabalhadores dois dias de repouso remunerado por semana, sem redução salarial. É a primeira mudança na jornada de trabalho em 38 anos, desde a Constituição de 1988.

As novas regras, no entanto, não têm efeito imediato. A emenda foi publicada no Diário Oficial da União da tarde desta sexta.

A partir da publicação, começa a contar o prazo de dois meses para a primeira etapa da transição, quando a jornada máxima passa de 44 para 42 horas semanais e os trabalhadores passam a ter direito aos dois dias de repouso remunerado.

Doze meses depois da primeira redução, o limite passará definitivamente a 40 horas semanais, sem redução salarial.

Fim da escala 6x1: empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho

🏭 O que pensam as empresas e o comércio

Para o Sindicato Patronal das Indústrias do Setor Metalmecânico de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras (Simespi), a redução na jornada provocou preocupação entre os empresários.

"O Simespi considera que a medida poderá elevar os custos de produção, comprometer a competitividade das empresas e trazer novos desafios à geração e manutenção de empregos."

O Simespi também aponta a preocupação com as dificuldades enfrentadas pela indústria brasileira, especialmente pelo setor de máquinas e equipamentos, afetado pelas tarifas comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos.

O sindicato ressaltou que reconhece a importância da qualidade de vida e do descanso dos trabalhadores, mas defendeu que eventuais mudanças na jornada sejam acompanhadas de políticas voltadas ao aumento da produtividade, à qualificação profissional e à modernização dos processos industriais.

Na visão da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi), a aprovação da medida impacta setores como hospitais, shoppings center e negócios com funcionamento permanente.

De acordo com a Acipi, a mudança exigirá adaptações, diálogo e renegociações coletivas, além de planejamento financeiro.

"Sem dúvida, o momento exige um olhar para esse processo com cautela, reconhecendo as dificuldades de cada negócio e os possíveis impactos sobre os custos operacionais, a organização das equipes e a manutenção dos empregos", complementou.

Já para o Sindicato do Comércio Varejista de Piracicaba e Região (Sincomércio), a redução da jornada de trabalho é uma discussão legítima, mas a aprovação exige uma análise mais aprofundada dos impactos econômicos e sociais.

"O comércio possui particularidades que precisam ser respeitadas, especialmente em relação aos horários de atendimento e à organização das equipes. Para os pequenos negócios, que já enfrentam desafios financeiros e operacionais, a mudança poderá representar aumento de custos, pressão sobre os preços ao consumidor e dificuldades para a manutenção dos empregos formais."

👷 O que pensam os trabalhadores

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Piracicaba (Sincomerciários) entende que para o trabalhador, será de "grande valia" a escala 5x2, porque a "maioria dos trabalhadores é formada por mulheres que têm dupla jornada".

Segundo o Sincomerciários, a medida irá colaborar na contratação de mais funcionários para diversos seguimentos, devido ao dia a mais de folga.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Piracicaba (Sinticompi), por sua vez, afirmou que trabalhadores de uma empresa com mais de 150 colaboradores vibraram com a novidade.

"A gente tem certeza que foi uma vitória considerável e que o futuro vai mostrar para a gente. Essa preocupação do patrão em não ter o mesmo retorno, porque continuam pagando o salário, e a jornada vai ser menor? Tem uma solução para tudo isso, que é: ofereça um salário melhor, que o sacrifício nosso nunca foi pouco", citou o presidente do sindicato, Milton Costa.

VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região

Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba

Reportagem completa: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/10/16/fim-da-escala-6x1-o-que-pensam-sindicatos-da-regiao-de-piracicaba-sobre-mudanca-na-jornada-de-trabalho.ghtml

— Itatiba1 (https://www.itatiba1.com.br). Notícias agregadas e traduzidas; os direitos pertencem aos veículos de origem.