A cinebiografia tornou-se alvo de investigação no STF sobre o financiamento do filme pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, no caso.

O inquérito, aberto em julho a pedido da Polícia Federal e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes relacionados ao financiamento da produção.

Flávio Bolsonaro aparece formalmente como investigado.

Em outra frente, relatada pelo ministro Flávio Dino, a PF investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares indicadas pelo deputado federal Mario Frias (PL) a entidades ligadas a Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, produtora de "Dark Horse".

Conversas de Flávio com Vorcaro

O caso ganhou repercussão em maio de 2026, após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre recursos para financiar o filme.

Inicialmente, Flávio negou ter pedido dinheiro ao ex-banqueiro. Após a divulgação de um áudio, o senador voltou atrás e reconheceu que havia falado com o ex-banqueiro para viabilizar a produção, mas disse que se tratava de financiamento privado e negou irregularidades.

Uma empresa ligada a Vorcaro teria enviado recursos aos Estados Unidos. A PF passou a buscar o rastreamento dos valores e a apurar se o dinheiro foi efetivamente aplicado na produção cinematográfica.

A dona da Go Up, Karina Ferreira da Gama, afirmou em maio à GloboNews e à TV Globo que Vorcaro foi responsável por mais de 90% dos recursos que viabilizaram a produção.

Segundo ela, o orçamento realizado até então estava em cerca de US$ 13 milhões, equivalentes a R$ 65,7 milhões à época. Flávio Bolsonaro havia admitido que Vorcaro colocou pouco mais de US$ 12 milhões no projeto.