Os contratos futuros de café arábica fecharam com alta de 10,8 centavos, ou 3,7%, a US$ 3,05 por libra-peso. Anteriormente, atingiram a maior cotação em um mês, de US$ 3,11.

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Os estoques certificados pela bolsa estavam, na última cotação, em 238.976 sacas, não muito distantes da mínima ⁠de 27 anos registrada no mês passado, ​de 217.646 sacas.

Os participantes do mercado estão ficando cada vez mais apreensivos com a ​possibilidade de que os suprimentos do Brasil, principal produtor, não cheguem aos armazéns da Bolsa de Nova York antes do ⁠vencimento do contrato de dezembro, deixando os estoques em ⁠níveis criticamente baixos, segundo corretores.

O café também está sendo impulsionado por preocupações ​de ‌que o fenômeno climático El Niño reduza a produção do Brasil, maior produtor mundial, no próximo ano, e ⁠pela recente valorização do real brasileiro. O café robusta fechou com alta de US$ 41, ou 1,2%, a US$ 3.405 por tonelada.

A colheita no Vietnã, maior produtor mundial, está em andamento, e os participantes do setor esperam que a produção ‌se ⁠mantenha praticamente estável em ‌relação ao ano passado, embora as condições do El Niño devam prejudicar a safra de 2027/28.

O cacau de Londres fechou com queda de £ 134, ou 3%, a £4.356 por tonelada, após atingir na quarta-feira uma alta de 1 mês ⁠e meio, de £4.640.

Dados sobre a moagem de cacau nas ⁠principais regiões de processamento ao redor do mundo registraram um aumento de 14,3% no terceiro trimestre, acima do esperado, à medida ‌que a demanda se recuperou ainda mais da queda de 2025, segundo os dados.

“Parece que a demanda por cacau se recuperou da queda que se seguiu ao enorme aumento de preços em 2024”, afirmou o Commerzbank.

O contrato de cacau de Nova York fechou em queda de US$186, ou 3,2%, a US$ 5.645 por tonelada, ‌após ter atingido uma máxima de um mês na quarta-feira.

O açúcar bruto caiu 0,28 centavos, ou 1,3%, para 20,85 centavos por libra, após atingir na quarta-feira uma máxima de 19 meses, de 21,29.

O ⁠preço do açúcar está sendo influenciado pelo excesso de chuvas associadas ao El Niño no Brasil, principal produtor, o que desacelerou a produção em setembro e reduziu o teor de sacarose na cana.

O Brasil informou ​que a produção de açúcar na região centro-sul caiu 6% na segunda quinzena de setembro, para 2,86 milhões de ​toneladas.

A Europa, por sua vez, sofreu uma grave seca neste verão que prejudicou a safra de beterraba, enquanto a Índia, segundo maior produtor, foi atingida pela seca associada ao El Niño. O preço do açúcar branco caiu US$6,20, ou 1,1%, para US$ 554,90 por tonelada.

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