Amanda Sales/TV Globo
Candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT) foi entrevistado pelo DF2 na noite desta sexta-feira (16).
A adversária de Grass no segundo turno, Celina Leão (PP), foi entrevistada também por 20 minutos no DF2 de quinta-feira (15).
A votação do segundo turno será no dia 25 de outubro. Na data, eleitores em todo o país e no exterior também decidirão o segundo turno da eleição presidencial, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
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Veja abaixo como foi a entrevista de Leandro Grass ao DF2:
Resultado do primeiro turno
Entrevista ao DF2: Leandro Grass (PT) fala sobre 1º turno e chance de reverter votação
A entrevista começou com questionamento sobre os resultados das urnas no primeiro turno. Na ocasião, Grass venceu na Asa Sul e Asa Norte, enquanto Celina venceu nas outras 17 zonas.
O candidato afirmou que acredita na virada e que a candidatura “não é mais uma campanha do PT ou da esquerda, é uma campanha do povo que quer mudança”.
Grass afirmou ainda que está enfrentando um governo que usa a máquina pública para fins eleitorais e mencionou denúncia contra vídeo que usa inteligência artificial para simular a voz do candidato.
“Nós estamos lutando contra gigantes do poder econômico e do poder político aqui no DF, contra Vorcaro, contra Ibaneis e contra Gustavo Rocha”, declarou.
Entrevista ao DF2: Leandro Grass (PT)) fala sobre a crise na educação da capital
O candidato foi questionado sobre os resultados do Ideb e o desempenho da educação durante o governo de Agnelo Queiroz (PT), Grass afirmou que o DF teve uma piora no desempenho da educação e criticou, principalmente, os resultados do ensino médio.
Segundo o candidato, apesar do aumento dos recursos disponíveis, o orçamento da educação é mal utilizado. Ele também criticou o que chamou de “ataque permanente à escola pública” e disse que os professores estão desmotivados.
"Educação no meu governo é prioridade. Cuidar da criança desde a creche com a escola integral em tempo integral, o ensino médio profissionalizante, o jovem sair da escola com um certificado para entrar no mercado de trabalho, ensino tecnológico, você ter uma escola equipada, você tem uma escola que tem robótica, inteligência artificial, que o jovem sai pronto para a vida em sociedade", destaca Grass.
O candidato também prometeu que, se eleito, vai rever os contratos das empresas de ônibus, que classificou como “problemáticos”.
Ele afirmou que pretende implementar um modelo por quilômetro rodado. Segundo ele, a mudança vai possibilitar a tarifa zero na passagem de ônibus.
“O ônibus vai ser de graça ao final de quatro anos. Nós vamos começar com alguns públicos, algumas linhas. E digo mais, não haverá também aumento de impostos no meu governo. Estão dizendo por aí que a gente aumenta o imposto, mas quem aumenta o imposto são eles. No meu governo vou zerar o imposto da cesta básica, assim como outros estados fizeram”, prometeu.
Questionado sobre a implementação do atual modelo, implementado no governo de Agnelo Queiroz (PT), Grass afirmou que teria agido diferente do colega de partido. Ele criticou ainda a falta de transparência nos contratos pelo governo de Ibaneis e Celina.
“O tempo mudou, quase 15 anos desta licitação e o contrato não é fiscalizado hoje. A gente não sabe exatamente quanto as empresas estão gastando, porque ninguém vê a planilha, não tem transparência”, pontuou.
Ele destacou o compromisso com a melhoria das frotas e ampliação dos horários de ônibus e metrô. Grass disse ainda que “não vai ter rabo preso” com empresários do transporte, em referência à sociedade de Celina com dono da Urbi Mobilidade.
Saúde e Iges
Questionado sobre as críticas ao IgesDF e as declarações de que pretende extinguir o instituto, Grass afirmou que não pretende acabar imediatamente com o IgesDF, sob o argumento de que a medida poderia resultar na saída de cerca de 13 mil trabalhadores e agravar os problemas na saúde pública.
Segundo o candidato, a proposta é manter os funcionários, mas retirar do instituto o que chamou de “comando da saúde”, concentrando essa função na Secretaria de Saúde.
Para Grass, o IgesDF deve atuar como prestador de serviços, com autonomia para contratações, mas sem concorrer com a pasta da saúde na gestão do sistema.
O candidato também respondeu como pretende manter o atendimento nos hospitais e UPAs administrados pelo instituto em caso de mudança no modelo de gestão.
Grass afirmou que pretende manter o IgesDF como prestador de serviços da Secretaria de Saúde, mas com maior fiscalização, principalmente nas contratações.
Segundo o candidato, os profissionais que atuam diretamente no atendimento à população serão mantidos, enquanto a Secretaria de Saúde voltará a comandar a política da área. Grass disse ainda que pretende recompor o quadro da pasta por meio de concursos públicos e novas contratações.
Grass voltou a criticar o modelo atual do instituto, que classificou como um “monstro de corrupção e provocador de morte em fila”, e afirmou que pretende reorganizá-lo caso seja eleito.
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