# Intensidade do El Niño 2026 preocupa porque deve ser histórica

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/especial-publicitario/seiva-do-vale/seiva-do-vale/noticia/2026/10/16/intensidade-do-el-nino-2026-preocupa-porque-deve-ser-historica.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-16T22:56:46.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1215911-intensidade-do-el-nino-2026-preocupa-porque-deve-ser-historica

> 2_Nos últimos meses, previsões sobre efeitos do El Nino se tornaram mais severas._Seiva

Acervo/Seiva do Vale

As preocupações com o El Niño em 2026 estão relacionadas à intensidade prevista para o episódio. Em março, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) estimava em mais de 80% a probabilidade de estabelecimento do fenômeno até o fim do ano. Nos meses seguintes, as previsões se tornaram mais severas. Em agosto, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) já apontava mais de 90% de probabilidade de ocorrência de um episódio classificado como muito forte.

Em setembro, a NOAA voltou a elevar o nível de alerta. A previsão passou a indicar mais de 90% de chance de ocorrência de um El Niño muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte, entre 2026 e 2027.

Para o Nordeste, a perspectiva representa um risco maior de chuvas abaixo da média e de períodos de estiagem. Na agricultura, um dos possíveis efeitos é a redução da disponibilidade de água e o aumento da necessidade de irrigação, justamente em um período de temperaturas potencialmente elevadas.

No Vale do São Francisco, portanto, a preocupação não se limita à redução das chuvas. Uma sequência de temperaturas elevadas e precipitações abaixo da média pode afetar os níveis dos reservatórios, as vazões dos rios e os custos de irrigação, além de trazer impactos para a produtividade e o planejamento das safras.

Outros três eventos de El Niño muito intenso já foram registrados no Brasil, sendo que o mais recente foi em 2015/2016, quando foi associado a temperaturas muito elevadas em diversas regiões brasileiras. Os registros mais intensos, no entanto, são de 1997/1998 e 1982–83. Segundo o Inmet, a diferença está na combinação entre a intensidade projetada e as condições climáticas que já existem.

Reportagem completa: https://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/especial-publicitario/seiva-do-vale/seiva-do-vale/noticia/2026/10/16/intensidade-do-el-nino-2026-preocupa-porque-deve-ser-historica.ghtml

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