A operação especial terá ligações entre Recife e 13 aeroportos brasileiros: Belém, Brasília, Cuiabá, Fortaleza, Galeão (RJ), Foz do Iguaçu (PR), João Pessoa, Bauru (SP), Londrina (PR), Maceió, Natal, Navegantes (SC) e Salvador.

Quais rotas terão mais voos extras da Azul?

Seis rotas se destacam na expansão, segundo a Azul. A principal será a ligação entre os aeroportos de Recife e Foz do Iguaçu, que contará com 44 voos extras no período. Já a rota entre Recife e Maceió terá 36 voos adicionais.

As operações serão realizadas com aeronaves Airbus A320, Embraer E195-E2 e ATR.

Atualmente, o Aeroporto do Recife é um dos principais pontos de operação da Azul. A companhia opera 33 rotas a partir do terminal, com destinos nacionais e internacionais e mais de 2 mil voos por mês.

A empresa também oferece voos internacionais regulares para cidades como Porto, em Portugal, Madri, na Espanha, e Montevidéu, no Uruguai, além de operações sazonais para Orlando, nos Estados Unidos.

“Recife é um dos nossos principais hubs no Brasil e, por isso, montamos uma operação para atender às demandas de quem quer aproveitar as férias de verão para viajar a partir da capital pernambucana”, afirma a gerente sênior de Planejamento de Malha, Distribuição e Alianças da Azul, Beatriz Barbi, em nota.

VOCÊ VIU? Cade aprova compra de parte da Azul pela American Airlines

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira (7) a aquisição, pela American Airlines , de uma participação minoritária de aproximadamente 8% na Azul. O investimento é de US$ 100 milhões e faz parte da reestruturação financeira da companhia aérea brasileira , que está sob o regime do Chapter 11 , da legislação dos Estados Unidos.

A aprovação, no entanto, está condicionada à celebração de um Acordo em Controle de Concentrações (ACC), que estabelece medidas para reduzir possíveis impactos da operação sobre a concorrência no setor aéreo.

O acordo prevê regras para preservar a independência comercial da Azul e limitar o acesso e a circulação de informações consideradas concorrencialmente sensíveis entre as empresas.

Entre os dados que despertaram preocupação do Cade estão informações sobre preços, capacidade, frequências de voos, malha aérea, expansão, custos, rentabilidade e planejamento comercial.

Segundo a análise do órgão, o acesso a esse tipo de informação poderia reduzir a incerteza competitiva entre as companhias e permitir que uma delas antecipasse movimentos comerciais da outra.

Cade: participação de 8% não dá controle à American sobre a Azul

O Cade avaliou que a participação de aproximadamente 8% adquirida pela American Airlines gera uma internalização limitada dos resultados econômicos da Azul.

A operação também não dá à companhia americana poder de veto sobre decisões estratégicas nem capacidade unilateral de determinar a política comercial da Azul.

O principal ponto de atenção identificado pelo órgão foi justamente o possível acesso a informações estratégicas não públicas.

A conselheira-relatora do processo, Camila Cabral Pires Alves, afirmou que participações minoritárias entre concorrentes podem produzir diferentes efeitos sobre a competição.

“Participações minoritárias podem produzir efeitos concorrenciais por diferentes canais. É preciso compreender o interesse econômico criado pelo investimento, os direitos de influência associados à participação, os fluxos de informação e a estrutura concreta de rivalidade em que esses vínculos se inserem”, afirmou.

Cade também analisou risco de coordenação

O Tribunal também avaliou se a operação poderia aumentar a possibilidade de coordenação entre empresas que atuam nas rotas entre Brasil e Estados Unidos.

A análise considerou, além da participação da American na Azul, a existência de participação da United na companhia brasileira e a rede de relações comerciais entre as empresas.

Para o Cade, a nova estrutura amplia os vínculos societários e comerciais entre concorrentes e pode aumentar a transparência e a interdependência estratégica no mercado.

O órgão, porém, concluiu que os elementos analisados não demonstram que a operação torne provável uma coordenação sustentável em todo o mercado.

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