Messias Junior Gonçalves Moraes, preso suspeito de matar a facadas uma adolescente de 17 anos, foi a um mercado para contar sobre o feminicídio logo após o crime, em Miracatu, no interior de São Paulo. As informações são da mãe da vítima, Alessandra de Oliveira Domingues.

O crime aconteceu por volta das 14h30 de 8 de outubro. Às 14h34, câmeras de monitoramento registraram Messias entrando no mercado. Pouco depois, o proprietário do estabelecimento saiu em direção ao local do crime, enquanto o suspeito deixou o comércio segundos depois (assista acima).

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Messias avisou dono de mercado que havia matado a adolescente em Miracatu (SP)

Jhulliany Paypper Oliveira Domingues Araujo foi esfaqueada na casa da avó, de 86 anos, no bairro Engano. Ela foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Pronto-Socorro de Juquitiba, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo o boletim de ocorrência, Messias havia ingerido bebida alcoólica e começou a agredir a idosa, que é sua mãe de criação. A adolescente teria tentado intervir para defender a avó quando foi atacada. O caso foi registrado como feminicídio e descumprimento de medida protetiva de urgência.

O g1 não localizou a defesa de Messias Junior Gonçalves Moraes até a última atualização desta reportagem.

Messias Junior Gonçalves Moraes (à esq.) esfaqueou Jhulliany Paypper Oliveira Domingues Araújo (à dir.) após ela tentar defender a avó.

Ainda de acordo com o registro policial, Messias já havia sido preso em flagrante por violência doméstica e tinha medidas protetivas de urgência em favor da mulher de 86 anos. Apesar disso, segundo o relato da idosa à polícia, ele continuava frequentando a residência.

Alessandra ainda afirmou que a filha era muito próxima da avó e não queria deixá-la sozinha, mesmo diante do histórico de violência.

“Minha mãe tinha uma medida protetiva contra ele, mas aceitou que ele voltasse para a casa dela. Como minha filha era muito próxima dela e gostava muito da avó, não quis deixá-la sozinha”, relatou.

A avó de Jhulliany foi ouvida por videoconferência devido à idade avançada, às dificuldades de locomoção e ao abalo emocional. Ela relatou que o suspeito discutiu com a neta. A adolescente teria dito que chamaria a polícia porque ele não poderia permanecer no local.

Segundo o depoimento, a idosa colocou a neta em um quarto, mas o homem entrou no cômodo e a encontrou sentada na cama, com o celular na mão. Nesse momento, ele teria pegado uma faca e esfaqueado a adolescente.

De acordo com a Polícia Militar, após diligências, o suspeito foi localizado nas proximidades do local do crime. Ele tentou fugir para uma área de mata, mas foi alcançado e detido. A faca apontada como instrumento do crime foi recolhida pela perícia.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito alegou ter agido em legítima defesa, mas a versão foi considerada insuficiente e ele permaneceu preso. O homem foi conduzido à Delegacia de Miracatu onde permaneceu à disposição da Justiça.

Caso foi registrado na Delegacia de Miracatu, no Vale do Ribeira, no interior de São Paulo

O que é feminicídio?

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