Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o homem estava foragido desde a expedição de um novo mandado de prisão, em outubro de 2024. Ele foi localizado em uma comunidade terapêutica onde trabalhava, no Centro da cidade paulista.
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O assassinato aconteceu em 29 de agosto de 2005, no Bairro Violeira, nas proximidades do parque de exposições, na zona rural de Viçosa.
Conforme a denúncia do MPMG, o homem planejou a morte da companheira por suspeitar de uma traição. Para executar o crime, ele contratou um homem por R$ 5 mil e convidou a vítima para um passeio de bicicleta em um local deserto.
No local, o executor abordou a mulher e efetuou quatro disparos de arma de fogo contra ela, simulando um assalto.
O marido foi julgado pelo Tribunal do Júri em outubro de 2011 e condenado a 17 anos e seis meses de prisão. Na ocasião, ele teve o direito de recorrer em liberdade.
Em junho de 2012, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) reduziu a pena para 14 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, após analisar um recurso da defesa. Posteriormente, a defesa também recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Condenado estava foragido desde 2024
Em março de 2016, a Justiça de Viçosa determinou a expedição de um mandado de prisão após a condenação ser confirmada em segunda instância. O homem foi preso três dias depois, mas conseguiu um habeas corpus e foi solto no dia 29 daquele mês, com a condição de permanecer em liberdade até a finalização dos recursos.
Em outubro de 2024, o MPMG voltou a pedir a prisão do condenado com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a execução imediata das condenações do Tribunal do Júri, independentemente do tamanho da pena.
Com a expedição de um novo mandado, ele passou a ser considerado foragido até ser localizado na quinta-feira.
A prisão foi realizada em uma operação coordenada pelo MPMG, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Segurança Pública (CAO-SEP), em apoio à 3ª Promotoria de Justiça de Viçosa, com a participação das polícias militares de Minas Gerais e de São Paulo.
Após ser preso, o condenado foi encaminhado ao anexo carcerário da Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra (SP), onde aguardará a audiência de custódia e a transferência para um presídio em Minas Gerais.
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