O Corinthians recebeu um alívio financeiro significativo: a Caixa Econômica Federal concordou em suspender os pagamentos do financiamento da Neo Química Arena por um ano. O pacto foi estabelecido em uma reunião realizada nesta sexta-feira (16) em Brasília, contando com a participação do ministro Guilherme Boulos, do presidente Osmar Stabile, de diretores do clube e de representantes da Gaviões da Fiel.

As partes também assinaram um termo de confidencialidade e seguem negociando uma solução mais ampla para a dívida, estimada em R$ 650 milhões.

O que muda na prática

O acordo atual com a Caixa, reformulado na gestão de Duílio Monteiro Alves, prevê a quitação do financiamento até 2041 e retém valores de bilheteria e premiações como garantia das parcelas trimestrais. Com a pausa de um ano nesses pagamentos, o Corinthians ganha fôlego para honrar compromissos mais imediatos — entre eles os salários dos jogadores, que têm acumulado atrasos.

A negociação melhor para o Corinthians

Em paralelo, o clube discute com a Caixa a possibilidade de o banco assumir os direitos de nome do estádio como parte da quitação da dívida. Se o acordo for fechado, o valor poderia ser considerado como pago nas demonstrações financeiras do Corinthians — o que representaria um alívio significativo para o balanço do clube, que acumula uma dívida total de cerca de R$ 2,8 bilhões.

O otimismo corintiano se baseia também no fato de a própria Caixa ter tornado pública a negociação — sinal interpretado internamente como disposição do banco para uma solução vantajosa ao clube.