Ela deixou cinco filhos e diversos netos, bisnetos e tataranetos. As circunstâncias da morte e as informações sobre velório e sepultamento não foram divulgadas.
Elza Bahia de Araújo perdeu a mãe no parto e foi levada para o Terreito do Gantois com um mês de vida. Ela foi criada por Mãe Menininha do Gantois e por Mãe Laura, personalidades que fizeram parte da sua formação.
Ela foi iniciada no candomblé em 1950 e, ao longo de mais de sete décadas, se tornou uma referência na preservação dos saberes e das tradições de matriz africana.
A TV Bahia acompanhou o aniversário de 100 anos da ialorixá, comemorado em 11 de setembro de 2022. Na ocasião, Mãe Senhora foi celebrada por amigos e familiares, e recebeu uma placa da Federação Nacional do Culto Afro Brasileiro.
Na o ocasião, o terreiro ressaltou a autoridade, a doçura e a sabedoria com que Mãe Senhora conduzia a comunidade. A homenagem também destacou o papel da sacerdotisa na transmissão de conhecimentos e no acolhimento dos filhos de santo.
Em dezembro de 2022, a Câmara Municipal de Salvador aprovou um projeto de resolução para conceder a ela a Comenda Maria Quitéria para a ialorixá. A homenagem é destinada a mulheres que se destacam pelos serviços prestados à cidade.
Na justificativa, Mãe Senhora foi apresentada como referência no enfrentamento à intolerância religiosa e na luta pela autonomia das mulheres.
*Essa reportagem está em atualização
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