O Rio Tapajós atingiu a marca de 1,67 metro neste sábado (17), em Santarém, no oeste do Pará, após registrar uma queda de 24 centímetros em apenas cinco dias. Diante da estiagem severa, que deixou o município em situação de emergência, a prefeitura começou a enviar veículos para garantir o deslocamento de moradores e o escoamento da produção agrícola em comunidades isoladas.
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Quatro caminhonetes foram embarcadas para atender as comunidades de Quilombo do Saracura, Igarapé da Praia, Costa do Tapará e Água Preta.
Com a seca extrema, as embarcações não conseguem mais atracar perto das comunidades. Os veículos vão fazer o transporte terrestre dos moradores e de suas produções agrícolas até as margens do Rio Amazonas, onde os barcos estão ancorados. A medida visa garantir o abastecimento de alimentos e a renda das famílias que vivem da agricultura na várzea.
Nível do rio em queda
Os dados da régua da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), instalada no porto da Companhia Docas do Pará (CDP), mostram a velocidade da descida das águas nos últimos dias:
Segunda-feira (12): 1,91 metro
Terça-feira (13): 1,87 metro
Quarta-feira (14): 1,85 metro
Quinta-feira (15): 1,83 metro
Sexta-feira (16): 1,77 metro
Sábado (17): 1,67 metro
Desde o dia 1º de outubro, quando o rio estava com 2,56 metros, o nível do Tapajós recuou 89 centímetros.
A medição atual está 1,40 metro abaixo da marca registrada no mesmo período de 2025. No entanto, o nível ainda está acima dos registros históricos das secas extremas de 2024 (1,55 metro acima) e de 2023 (99 centímetros acima).
Estiagem Severa em Santarém: Preferitura decretou situação de emergência
Quase três meses sem chuva e decreto de emergência
Santarém decretou situação de emergência na última quinta-feira (15). Não chove na cidade desde o dia 23 de julho, o que representa quase três meses de estiagem total.
O decreto de emergência (nº 774/2026) tem validade de 90 dias e permite que a prefeitura dispense licitações para comprar bens, contratar serviços e realizar obras para combater os efeitos da seca de forma mais rápida.
A Defesa Civil e o Comitê de Gestão de Riscos continuam monitorando os rios Amazonas e Tapajós e mapeando as comunidades que precisam de assistência humanitária e água potável.

