O sistema eleitoral espanhol desfavorece os partidos menores que concorrem separadamente, ⁠especialmente ‌nas províncias menos populosas, onde há menos ⁠cadeiras disponíveis.

Essa divisão também pode desmoralizar os eleitores de esquerda, que os organizadores esperavam mobilizar em torno dos protestos por moradia e do temor à extrema direita.

A Frente Ampla, ​uma plataforma composta por vários partidos representados no governo minoritário, e o outro principal partido ​da esquerda radical, o Podemos, vinham discutindo publicamente sobre os cargos de liderança nas listas conjuntas de candidatos para a eleição de 29 de novembro em Madri e Barcelona, ‌os maiores distritos eleitorais.

As animosidades ​de longa data entre ex-camaradas que se tornaram rivais não ajudaram.

“Esses últimos dias foram muito difíceis… algumas pessoas ficarão ⁠decepcionadas hoje, ​e por isso ​peço desculpas”, disse Ada Colau, ex-prefeita de Barcelona e líder ⁠da Frente Ampla, no ​evento de lançamento de sua plataforma em Madri.

O Podemos, cuja principal candidata é a ex-ministra da Igualdade ​Irene Montero, havia proposto primárias abertas para determinar as posições dos candidatos nas ​listas conjuntas.

Mas a ⁠Frente Ampla recusou, argumentando que havia pouco tempo, e quis ⁠que seus próprios candidatos preferidos liderassem as listas em Madri e Barcelona.

O Podemos firmou então um acordo separado com a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que defende a independência da Catalunha.

(Reportagem de David ​Latona)

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