Um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Cardiologia acende um alerta para a saúde de crianças e adolescentes. Eles estão se movimentando cada vez menos. Muitos já têm pressão alta e excesso de peso - problemas que podem se agrava na vida adulta.
Faz um ano que a Bruna resolveu mudar de vida. E começou pelo prato.
"Kiwi, morango, banana, morango. Quanto mais você entende o porquê dessas escolhas e a ciência por trás dessas frutas, dessas escolhas mais saudáveis, eu acho que dá um sentido, sabe? E aí eu comecei a me apaixonar pela alimentação saudável", relatou Bruna.
A atividade física também entrou na rotina.
"Eu faço [atividade física] cinco vezes por semana e vou sempre de manhãzinha".
A mãe - que já tinha tentado de tudo - diz que o empurrão veio de uma ação na escola para incentivar hábitos mais saudáveis.
"Ela vinha num processo de uma estima muito baixa. E isso a deixava isolada, deixava triste. Adolescente é muito de seguir o grupo. E essa conscientização também pela escola, contribuiu bastante também", conta Denise Cirqueira de Lima Silva, coordenadora pedagógica e mãe da Bruna
Essa geração tem um grande desafio: precisa se movimentar mais. Um estudo da Sociedade Brasileira de Cardiologia com 6 mil estudantes de três estados acendeu um alerta: um em cada 3 está acima do peso e 28% já têm pressão alta.
A situação é ainda mais grave entre adolescentes obesos. 6 em cada 10 têm hipertensão. E a maioria faz pouca atividade física: no máximo 2 horas por semana na escola.
"12% deles estavam com tempo de tela superior a 7 horas por dia. Então, nós temos um fenômeno de aumento de tempo de tela, não é novo, e diminuição da atividade física", explicou Álvaro Avezum, cardiologista, membro da SBC e coordenador do projeto Coração
E isso não acontece só com crianças e adolescentes. Um estudo feito em 31 países, incluindo o Brasil, mostra que quase 37% dos jovens de 18 a 24 anos praticam menos de 30 minutos de exercício por semana, muito abaixo do recomendado pelos médicos.
O coordenador da Sociedade Brasileira de Cardiologia diz que 90% dos infartos e AVCs poderiam ser evitados com mudanças no estilo de vida que devem começar o mais cedo possível.
"Todo fator de risco instalado na infância e adolescência, a chance é muito maior de persistir na vida adulta e ocorrência precoce de infarto e de AVC. Tudo que começamos precocemente, o benefício é alargado ao longo da vida. Então, primeira coisa: não fumar. Segundo, prática de atividade física, tanto a aeróbica como o ganho muscular. E terceira, alimentação saudável".
A Bruna está seguindo tudo à risca.
"Mais serão as oportunidades da gente construir um futuro mais saudável, mais equilibrado, com uma maior qualidade de vida", disse.
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Estudo acende um alerta para a saúde de crianças e adolescentes
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