As prisões foram realizadas em sua maioria em flagrante, segundo o ministro. Ele afirmou que a polícia atuará junto ao Judiciário nas próximas semanas para responsabilizar criminalmente os detidos.

Segundo Nuñez, os manifestantes compareceram a 110 marchas realizadas pelo país. Em Paris, o número de participantes chegou a 110 mil.

Parte dos participantes entrou em confronto com a polícia, incendiou 1 posto de atendimento a turistas e roubou estabelecimentos comerciais.

Reações do governo francês

Em publicação no X, o presidente Emmanuel Macron (Renascimento, centro) declarou que as pessoas que danificaram prédios públicos e estabelecimentos comerciais serão “ processadas e punidas “ . O presidente também declarou que “ não há espaço para violência” na França .

Macron também pediu que a população permaneça unida “ contra os semeadores do caos, que buscam apenas derrubar instituições “ .

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu também se pronunciou pelo X. “ Manifestações pacíficas têm seu lugar legítimo em nossa República. Incêndios criminosos, saques e ataques, não “ , afirmou.

Origem das manifestações

Os protestos tiveram início em setembro em escolas de ensino médio nos subúrbios ao norte de Paris. A indignação da população com a falta de professores e as instalações precárias nas unidades escolares evoluiu para um movimento mais amplo, que também passou a englobar pautas como desigualdade e gastos públicos.