Um curso que promove reflexões sobre padrões de masculinidade, equidade de gênero e desenvolvimento de estratégias para a transformação das relações sociais será oferecido de forma online e gratuita pelo governo do Rio Grande do Sul.
Serão 1.500 vagas para o Programa H Masculinidades: Refletir para Transformar, realizado pela Secretaria da Mulher, recriada no ano passado, o penúltimo dos dois governos Eduardo Leite (PSD), em meio a uma onda de feminicídios no estado.
A formação aborda como padrões culturais e expectativas sociais influenciam os comportamentos masculinos, seu papel na sociedade e as relações de gênero.
“É uma pauta importante, que trata da prevenção da violência, mas um cuidado humanizado também dos homens. É uma oferta à população para a compreensão de uma condição cultural que leva o homem a ser mais agressivo, controlador e para que consiga lidar com essas emoções de forma mais saudável”, afirma a secretária estadual da Mulher, Ana Costa.
Com carga horária de 30 horas, o curso está dividido em quatro módulos:
masculinidades e padrões sociais;
violência baseada em gênero;
políticas públicas e direitos das mulheres;
ferramentas para desenvolver ações práticas.
O conteúdo também aborda a prevenção das violências e o papel dos homens na construção de relações mais igualitárias.
As inscrições já estão abertas no site do programa e as aulas começam no próximo dia 27.
“Não existe transformação na sociedade neste nível de complexidade se nós não estivermos juntos. Então, quando a gente diz violência contra a mulher é um assunto da polícia e da mulher, isso é, na verdade, colocar um problema complexo de maneira miúda e com risco de errarmos muito mais. Precisamos que a imprensa fale nisso, que na escola se fale nisso, que na nossa casa se fale nisso”, avalia a secretária.
O programa também prevê capacitações presenciais nas macrorregiões do estado, entre novembro e dezembro, com a participação de aproximadamente 830 pessoas, entre gestores públicos, profissionais da rede de atendimento e potenciais multiplicadores.
O programa é aberto para todos e não se limita apenas aos homens: mulheres que se interessarem também podem participar.
“O curso é aberto porque entendemos que somos um ecossistema que está em desequilíbrio. Por óbvio, quem agride uma mulher no feminicídio é um homem, mas ele é filho de alguém, irmão de alguém, estuda numa escola, tem profissionais que lidam com ele, então a abertura foi intencional”, conclui Ana Costa.
Violência contra a mulher
© Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
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