Nenhum torcedor do Botafogo pensa em desempenho em campo. O importante é ganhar e pontuar para se afastar da zona de rebaixamento. Foi o que o time fez neste sábado, ao bater a Chapecoense por 1 a 0. Mas o time poderia ter feito mais contra o lanterna do Brasileirão.

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Botafogo x Chapecoense

Tite promoveu duas mudanças no time titular. Montoro, banco contra o Coritiba, entrou no lugar de Medina, e Tiquinho Soares foi titular pela primeira vez desde que retornou ao Botafogo. Arthur Cabral, há 15 jogos sem marcar, ficou na reserva.

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O efeito Tiquinho foi imediato: aos 7 minutos do primeiro tempo, Matheus Martins acertou um belo cruzamento na direção do camisa 9, que marcou de cabeça. Era um novo Botafogo? Goleada encaminhada? Nada disso. O time recuou e chamou a Chapecoense.

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Diante de 23 mil torcedores que cantavam o nome de Tiquinho, o Botafogo não aproveitou o momento para continuar na pressão do ataque. O que aconteceu foi o oposto: a bola ficou com a Chape, mas também sem grandes chances criadas. Não é à toa que a equipe catarinense ocupa a lanterna do Brasileirão. Foram vários lançamentos e cruzamentos que não projetavam o destino. Muitos foram para as mãos de Gabriel Batista, que teve pouco trabalho.

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O setor defensivo do Botafogo tem méritos. Ferraresi e Marçal ganharam disputas no alto, a Chapecoense não conseguiu criar pelo meio de campo e precisou partir para as pontas. Foi um primeiro tempo morno, condicionado pelo fato de o mandante não ter mantido a pressão no campo ofensivo.

Se a Chape não conseguiu se impor com a bola, o Botafogo enfrentou o mesmo problema no início da segunda etapa. Allan e Danilo tomaram muitas decisões erradas na saída de bola. Ziyech também tinha problemas para avançar na direita, enquanto Montoro recuou muito e não mostrou o que sabe. Não parecia um time com freio de mão puxado, mas uma equipe com alguma marcha sem funcionar e sem conseguir colocar velocidade.

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A solução de Tite foi colocar agilidade nas pontas e corpo no meio de campo. Domingos Andrade entrou no lugar de Allan, vaiado na saída de campo. Medina, na vaga de Ziyech. E os velozes Kauan Toledo e Júnior Santos assumiram nas pontas. Tiquinho, com controle de carga, foi substituido por Danilo Pereira.

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As mudanças colocaram outro Botafogo em campo. O time que não pressionava e se acomodava no 1 a 0 mudou da água para o vinho. Danilo, antes muito mal, conseguiu chegar mais longe. Medina quase fez o segundo, mas parou no goleiro Anderson, em noite inspirada. Ele também impediu o que seria um belo gol de Kauan Toledo.

Tudo isso aconteceu tarde demais. Se essa pressão tivesse ocorrido antes, o resultado poderia ter sido melhor para o Botafogo. Na briga contra o Z-4, o time tem saldo negativo de quatro gols. Vencer em casa por uma vantagem maior contra o lanterna era algo fundamental. Além disso, poderia ter impedido um estresse no fim do jogo com algumas chegadas da Chapecoense.

No último minuto da partida, a Chape avançou enquanto alguns gritos de desespero foram escutados na arquibancada do Nilton Santos. A jogada terminou em escanteio, mas o perigo foi afastado. O resultado foi uma vitória por 1 a 0 que está longe de ser ruim, mas poderia ter sido muito mais saborosa para um time que volta a respirar e que tenta pensar grande com o sonho de uma vaga na Libertadores a algumas milhas de distância.

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