Foram 40 minutos de roteiro perfeito para o Palmeiras na Arena da Baixada até que a expulsão de Andreas Pereira, aos 42, forçou uma necessidade de superação do time de Abel Ferreira. Jogando com um a menos durante todo o segundo o tempo, o Alviverde conseguiu ter chances no ataque, rodou o time e voltou a ver bom desempenho de Carlos Miguel para vencer o Athletico por 2 a 0.

Com o resultado, dormiu na liderança do Brasileiro com 66 pontos e pressiona o Flamengo na disputa pela taça. O Rubro-Negro, dois pontos atrás, visita o Bahia às 18h30 deste domingo, em Salvador.

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Comemoração do Palmeiras contra o Athletico

Cesar Greco / Palmeiras

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A quatro dias de decidir a vaga na final da Conmebol Libertadores, contra o Fluminense, Abel preservou Arias e Marlon Freitas (começando com ambos no banco) e fez quatro trocas, já que Giay e Gustavo Gómez ficaram fora por suspensão. Teve Carlos Miguel; Murilo, Fuchs e Barboza; Khellven, Lucas Evangelista, Andreas e Piquerez; Mauricio, Ramón Sosa e Flaco López.

Intenso desde o primeiro minuto, começou acelerado, dominante e com boas construções ofensivas.

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Chamou a atenção principalmente por um fator por vezes problemático com Abel: a eficácia. Em 20 minutos de jogo, tinha duas finalizações e dois gols, com 52% de posse de bola.

O primeiro marcado aos cinco minutos, por Mauricio, e o segundo quatro minutos depois, em uma cobrança de falta direta de Piquerez. Quase ampliou aos 37, quando Flaco acertou o travessão do goleiro Mycael, até que, aos 42, criou um problema que não precisava: Andreas expulso.

Ele chutou uma segunda bola no campo, acertou a bola de jogo e foi expulso, desnecessariamente não só pelo contexto, mas para a sequência do time, que jogou todo o segundo tempo com um a menos e precisa chegar descansado na semana para a volta da semifinal da Libertadores, contra o Fluminense.

Andreas Pereira é expulso em Athletico x Palmeiras

Paulo De Tarso/AGIF

Em desvantagem numérica, Abel buscou ajustar o meio de campo colocando Marlon Freitas na vaga de Mauricio. O Palmeiras perdeu volume ofensivo, chegando apenas com Ramón Sosa aos 16, mas por competência defensiva, bem postada, ao menos evitou os perigos criados pelo rival.

Quando o Athletico ultrapassou o bloqueio, terminou travado por uma boa atuação de Carlos Miguel.

O goleiro, que falhou na vitória sobre o Fluminense, evitou no mínimo cinco tentativas durante o segundo tempo: Viveros no 1º minuto, Leozinho aos 30, Viveros de novo aos 37, Aguirre aos 46 e Zapelli aos 48. Garantiu, portanto, a vantagem no placar.

Agora, com os retornos de Giay e Gómez, além de trabalhar pela recuperação de Vitor Roque, a equipe se prepara para tentar chegar à final da Libertadores pela segunda vez seguida e vivo na luta pelo título do Campeonato Brasileiro.

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