O Instituto Cândida Vargas (ICV), em João Pessoa, realizou o primeiro parto de quadrigêmeos da história da maternidade na manhã de quarta-feira (14). A mãe, Fataumata Oumou Baradfi, de 30 anos, é natural de Bamako, capital do Mali, na África, e fala apenas francês.

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Segundo a unidade de saúde, a gestação exigiu a mobilização de uma equipe com 9 médicos, 6 enfermeiros e 6 técnicos de enfermagem, além da reserva de leitos para a mãe e os recém-nascidos. Dois bebês estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e outros dois recebem cuidados intermediários.

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A mãe recebeu alta da UTI materna na quinta-feira (16) e permanece sob monitoramento da pressão arterial.

Prima acompanha gestação e ajuda na comunicação

Fataumata está no Brasil sem a presença de outros familiares, além de uma prima que mora em João Pessoa. Como a paciente não fala português, a prima, Mamacila, que tem algum domínio do idioma, ajuda na comunicação com os profissionais de saúde e acompanha a internação.

Hospital de João Pessoa realiza primeiro parto de quadrigêmeos; mãe é africana e fala francês

A mãe dos quadrigêmeos chegou ao Instituto Cândida Vargas com registros limitados do acompanhamento pré-natal. O primeiro atendimento na unidade ocorreu em 8 de setembro, quando ela passou a receber assistência pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A prima ajudou a paciente a procurar atendimento médico e acompanha a recuperação após o parto. Segundo ela, a descoberta de que eram quatro bebês foi uma surpresa para a família.

“Ela veio da África e está morando comigo. Quando soubemos da gestação, procuramos atendimento para que ela recebesse os cuidados necessários. Foi uma surpresa descobrir que eram quatro bebês. Estamos acompanhando tudo e esperamos que eles cresçam bem”, relatou.

Fataumata já tinha dois filhos antes da gestação. Com o nascimento dos quadrigêmeos, ela passa a ser mãe de seis crianças. Os nomes dos quatro recém-nascidos ainda serão definidos pela família.

A familiar também ajuda no processo de ordenha do leite materno durante a internação.

Segundo a coordenadora da neonatologia do Instituto Cândida Vargas, a médica Juliana Soares, os quatro recém-nascidos apresentaram boas condições clínicas iniciais e receberam nota nove na avaliação de vitalidade neonatal.

“Os bebês nasceram bem e ativos, mas, por serem prematuros, precisam de acompanhamento intensivo. Eles estão recebendo suporte respiratório e sendo monitorados de perto para que possamos identificar qualquer alteração e agir rapidamente”, explicou.

A equipe também iniciou a ordenha do leite materno poucas horas depois do parto. O objetivo é oferecer aos quatro bebês o leite da própria mãe, de acordo com a evolução clínica de cada um.

A preparação para o nascimento começou antes do parto. De acordo com a diretora técnica do ICV, Tatiana Viana Fragoso Vieira, Fataumata foi readmitida na maternidade quando completou 30 semanas de gestação, para que a equipe pudesse se preparar para um possível nascimento prematuro.

“Precisávamos garantir a reserva de leitos para quatro crianças prematuras, porque sabíamos que o parto poderia acontecer a qualquer momento. Mobilizamos a equipe multidisciplinar e toda a estrutura necessária para esse atendimento”, afirmou.

Segundo Juliana Soares, a paciente continua sendo monitorada para controlar a pressão arterial e prevenir complicações, como hemorragia após o parto.

A médica explicou que esse acompanhamento faz parte dos cuidados preventivos após uma gestação múltipla e não significa, necessariamente, que houve agravamento do quadro clínico.

O Instituto Cândida Vargas continua acompanhando a recuperação da mãe e a evolução dos quatro bebês, que permanecem sob cuidados especializados.

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