Os dados do índice foram divulgados pelo jornal Folha de S.Paulo no sábado (17.out.2026).

MUDANÇA NA ESTRATÉGIA DIGITAL

Felipe Nunes, diretor da Quaest, atribui parte da recuperação de Lula a mudanças na estratégia de comunicação da campanha. Entre as iniciativas estão a atuação da deputada eleita Ana Elisa (PT-MG), com vídeos legendados, verticais e gravados no estilo selfie, e a mobilização organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no canal “ Exército do Lula”, no WhatsApp.

A reação também coincidiu com acontecimentos que ampliaram a mobilização política fora do ambiente digital, como a aprovação do fim da escala de trabalho 6 X 1 .

Na disputa pelo 2º turno, Flávio recebeu apoio de candidatos derrotados na 1ª etapa, como Ronaldo Caiado (PSD-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Augusto Cury (Avante-SP). O ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) também declarou apoio ao senador.

Flávio ainda foi autorizado a visitar o pai , o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar desde agosto de 2025. Mesmo com as manifestações de apoio, o senador registrou queda no índice digital durante o período analisado.

ÍNDICE DE POPULARIDADE DIGITAL

O levantamento considera 175 variáveis de plataformas digitais (Facebook, Instagram, X, TikTok, YouTube, Google e Wikipédia). A escala vai de 0 a 100 pontos.

A metodologia reúne indicadores de presença nas redes, fama (visibilidade e alcance do conteúdo), engajamento, mobilização, valência (relação entre reações positivas e negativas) e interesse, medido por acessos e volume recente de buscas. O cálculo também leva em conta a influência de robôs nas plataformas.

A evolução do IPD mostra qual candidato ganhou mais espaço e mobilização nas plataformas, mas não permite concluir que houve mudança equivalente na preferência do eleitorado. O indicador mede popularidade digital, não intenção de voto.