A maioria do público veste camisas da seleção brasileira e empunha bandeira com o número de urna do candidato do PL. Também se destacam bandeiras que misturavam os símbolos dos Estados Unidos e do Brasil, além de Israel, e vendedores ambulantes oferecem bonés do presidente americano Donald Trump. A organização do ato pediu que o público que abaixassem bandeiras de outros países antes do início dos discursos. “Hoje é a nação brasileira, queria pedir para que bandeiras de outros países fossem recolhidas”, disse um membro da organização do carro de som principal.

Espalhadas entre o número 1800 da avenida e o Masp, caixas de som retransmitem as falas do carro principal, estacionado no cruzamento da Paulista com a Alameda Ministro Rocha Azevedo e deve andar até o museu. Batizada de “Bloco 22”, a manifestação tem clima de bloquinho de carnaval tranquilo. O objetivo dos organizadores era esse mesmo. Os chamados “bloquinhos” foram puxados por Nikolas Ferreira ainda no primeiro turno e são embalados por jingles contra o PT.

Os carros de som tocam versões de hits do axé e do funk. Um exemplo é o funk “Nova Geração” (“Eu sou o Jonathan da Nova Geração”), cujo refrão modificado insta os presentes a pular e dançar. “Quem ficar parado é petista disfarçado” e “fora, PT, aqui não é seu lugar“ estão entre os versos mais cantados pelo público. Jingles da campanha de aliados de Flávio também embalam os manifestantes, como “Nikolas Ferreira bota a esquerda pra correr” e “Ô Tarcísio, Tarcísio”.

No sábado (17) o senador esteve pela manhã no Espírito Santo ao lado do candidato ao governo capixaba Lorenzo Pazolini (Republicanos) e do senador Magno Malta (PL). No mesmo dia o Bloco do 22 também foi realizado em Salvador, na Bahia, durante a tarde.

Na noite deste domingo, Flávio participa do debate entre os presidenciáveis realizado pela Rede Bandeirantes em parceria com Estadão, TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan. O presidente Lula também confirmou presença e este será o primeiro enfrentamento direto entre os dois candidatos desde o início da campanha eleitoral.

Esquerda nas ruas

Lula (PT) participou de um ato na Paulista no último domingo (11), acompanhado de lideranças como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato derrotado do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).

Inicialmente, o ato era organizado pela União Nacional do Estudantes (UNE) e por centros acadêmicos universitários, que se mobilizaram espontaneamente após o resultado do primeiro tuno. Ao longo da semana, ganhou a adesão de movimentos organizados da esquerda. Lula confirmou a presença apenas na véspera, quando estava claro que a mobilização seria grande.

As fotos aéreas mostram que o público ocupou diversos quarteirões da avenida. A ONG More in Common, que costuma estimar a contagem de grandes concentrações na Paulista, não divulgou dados porque não teve autorização para fotografar a região com drones.

Antes de discursar, Lula apresentou à multidão da Paulista os governadores petistas reeleitos no nordeste no primeiro turno. Discursaram antes do presidente Jerônimo Rodrigues, da Bahia, Rafael Fonteles, do Piauí e Elmano de Freitas, do Ceará. Ao se dirigir ao público, Lula pediu foco na conversa com os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.

Parte dos manifestantes empunhava cartazes e imagens de Nossa Senhora de Aparecida, que virou motivo de embate durante a campanha eleitoral após a divulgação de um projeto de lei, arquivado há quase 20 anos, cujo objetivo de retirar da santa o título de padroeira do Brasil. Também se destacavam bandeiras de legendas como PSTU, UP, PSB e faixas em apoio a pautas associadas ao petista, como o fim da escala 6×1 e o Bolsa Família.

The post Ato de Flávio na Paulista pede que apoiadores escondam bandeiras de EUA e Israel appeared first on InfoMoney .