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Atualmente, o mercado nacional abriga diversos desses nomes clássicos que foram ressignificados pelas montadoras. Separamos alguns dos principais exemplos e comparamos quanto cada uma dessas diferentes “encarnações” está custando para o consumidor, seja como zero-quilômetro ou entre os usados.

Ford Maverick clássico x Ford Maverick picape

<span class="hidden">&#8211;</span> Divulgação/Quatro Rodas

Quem viveu na década de 1970 lembra-se do Ford Maverick original. O modelo foi produzido aqui no Brasil entre 1973 e 1979 nas carrocerias cupê e sedã e até hoje tem diversos fãs, conquistados por sua esportividade e design arrojado para os padrões da época.

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O que essas pessoas não esperavam é que mais de quatro décadas depois, em 2022, o nome Maverick retornaria ao mercado brasileiro. Desta vez, a fabricante norte-americana escolheu a antiga nomenclatura de sucesso para batizar a sua inédita picape intermediária.

<span class="hidden">&#8211;</span> Fernando Pires/Quatro Rodas

Se não bastasse as carrocerias completamente diferentes, a picape Maverick ainda traz outra disparidade que o modelo setentista não teria na época. Enquanto o cupê e o sedã foram famosos pelos motores V8 5.0 de 197 cv e seis cilindros 3.0 de 112 cv, a caminhonete inovou com uma versão eletrificada.

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No caso, ela oferece um rendimento próximo ao do antigo V8, entregando 194 cv ao combinar o motor 1.5 a combustão com outro elétrico no eixo dianteiro. Além disso, as versões a gasolina trazem a tração 4&#215;4, alinhadas com a nova proposta escolhida pela Ford para o nome Maverick.

Além do nome, o preço atual se tornou um forte elo entre as duas diferentes “encarnações” do Maverick. No mercado de carros usados, uma unidade bem conservada do Maverick GT, um clássico muito disputado e equipado com motor V8, pode facilmente ultrapassar a barreira dos R$ 200.000.

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Enquanto isso, a nova picape Maverick, em sua versão mais acessível nas concessionárias da marca, parte de R$ 209.900. Já as unidades seminovas da caminhonete intermediária podem custar um pouco menos para o consumidor, sendo facilmente encontradas na faixa dos R$ 150.000.

Chevrolet Captiva x Chevrolet Captiva EV

<span class="hidden">&#8211;</span> Fernando Pires/Quatro Rodas

A Chevrolet entrou de cabeça nessa atual onda de resgatar nomes já aposentados do mercado, e o Captiva é apenas o primeiro modelo a aparecer em nossa lista. Em 2008, o utilitário original começou a ser vendido no Brasil com um forte apelo entre as famílias.

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Naquela época, o utilitário esportivo tinha proposta luxuosa e era produzido no México, o que lhe garantia isenção do imposto de importação. Nas concessionárias, o modelo custava na casa dos R$ 90.000, um preço considerado bastante atrativo para aquele período de vendas.

Lado a lado, o Captiva V6 e o 2.4 Ecotec Marco de Bari/Quatro Rodas

Enquanto esteve disponível nas lojas brasileiras, entre os anos de 2008 e 2017, o Captiva foi comercializado com diferentes opções mecânicas, incluindo os motores V6 3.6 de 261 cv, quatro cilindros 2.4 de 171 cv ou 185 cv, e um V6 3.0 rendendo 268 cv.

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Agora em 2025, a Chevrolet anunciou o retorno do Captiva, mas com uma proposta completamente diferente de seu antecessor a combustão. A nova encarnação manteve-se como um utilitário esportivo médio, mas adotou um motor elétrico garantindo o sobrenome EV.

<span class="hidden">&#8211;</span> Fernando Pires/Quatro Rodas

O atual Captiva elétrico não se diferencia do modelo antigo apenas pela sua mecânica livre de emissões. O utilitário original a gasolina nasceu de um projeto sul-coreano da GM, desenvolvido logo após a montadora americana adquirir a fabricante local Daewoo.

Já o utilitário esportivo elétrico que estreia no mercado brasileiro possui forte origem chinesa. O novo projeto é derivado do Wuling Starlight S, modelo que é fruto da conhecida joint venture asiática SGMW, formada pela forte parceria estrutural entre SAIC, GM e Wuling.

Atualmente, o novo Captiva EV teve sua montagem nacionalizada e está sendo produzido na Planta Automotiva do Ceará (PACE), na cidade de Horizonte. O modelo 0 km custa a partir de R$ 199.990, enquanto o exemplar antigo a gasolina varia entre R$ 35.000 e R$ 60.000 entre os usados.

Ford Mustang x Ford Mustang Mach-E

A montadora norte-americana criou um verdadeiro veículo lendário com o icônico Mustang original. O consagrado muscle car está na ativa desde 1964 e continua ganhando novas gerações e atualizações de design até os dias de hoje no mercado automotivo global.

Mustang Mach E Fernando Pires/Quatro Rodas

O que nenhum entusiasta esperava é que a fabricante fosse batizar um utilitário esportivo elétrico com o mesmo nome de um esportivo famoso por queimar muita gasolina com o seu enorme motor V8. Mas foi exatamente essa a estratégia adotada nos últimos anos.

Em 2020, a Ford lançou oficialmente o Mustang Mach-E, trazendo uma proposta radicalmente diferente do modelo original a combustão. Enquanto um prezava pela esportividade clássica, o outro surgiu como um modelo mais sóbrio e voltado para o conforto e tecnologia.

Mustang Dark Horse SC Ford/Divulgação

No entanto, o utilitário esportivo não fez feio no quesito desempenho e foi lançado com uma potência digna do nome Mustang. Em sua versão topo de linha GT Performance, a única vendida no Brasil, o conjunto elétrico entrega respeitáveis 487 cv de força nas rodas.

Esses números representam apenas 20 cv a menos do que o esportivo puro-sangue Mustang Dark Horse, a atual versão do muscle car vendida no Brasil, que traz debaixo do capô o aclamado motor V8 5.0 aspirado rendendo impressionantes 507 cv de potência máxima.

No mercado de veículos novos, a disparidade de preços reflete as diferentes tecnologias empregadas. Atualmente, o utilitário elétrico Mustang Mach-E e o cupê a combustão Mustang Dark Horse são comercializados nas concessionárias por R$ 449.000 e R$ 649.000, respectivamente.

Chevrolet Sonic hatch/sedã x Chevrolet Sonic SUV

<span class="hidden">&#8211;</span> Acervo/Quatro Rodas

O nome Sonic não é tão antigo assim dentro do histórico da Chevrolet no país. O modelo original era um carro de porte compacto, importado e vendido nas consagradas carrocerias hatch e sedã em um curto período entre os anos de 2012 e 2014 no mercado brasileiro.

<span class="hidden">&#8211;</span> Fernando Pires/Quatro Rodas

Durante o tempo em que permaneceu nas lojas, o Sonic convivia junto com o irmão menor Onix, mas era estrategicamente posicionado em um degrau acima no portfólio da marca, entregando um acabamento ligeiramente superior e equipamentos de série adicionais.

Em maio deste ano, a Chevrolet apresentou de forma oficial o inédito utilitário esportivo Sonic. O novo modelo chega às ruas muito bem equipado de fábrica com um eficiente motor de três cilindros 1.0 turbo flex capaz de render até 115 cv de potência máxima no uso diário.

<span class="hidden">&#8211;</span> Acervo/Quatro Rodas

A parte mecânica mudou bastante se comparada ao passado. O antigo sedã e o hatch da década passada utilizavam debaixo do capô um motor de quatro cilindros 1.6 Ecotec aspirado rendendo 120 cv, tendo sido o único automóvel da montadora a rodar no Brasil com esse propulsor.

Entre os modelos seminovos, as antigas carrocerias do Sonic hatch ou sedã podem ser encontradas custando na casa dos R$ 40.000, variando conforme o estado de conservação e o ano de fabricação. Já o novo SUV compacto é vendido apenas zero-quilômetro a partir de R$ 134.990.

<span class="hidden">&#8211;</span> Fernando Pires/Quatro Rodas

Mitsubishi Eclipse coupé x Mitsubishi Eclipse Cross

O Eclipse voltou à cena no começo dos anos 2000, quando o filme &#8220;Velozes e Furiosos&#8221; explodiu nos cinemas do mundo todo Alexandre Battibugli/Quatro Rodas

Nos anos 1990, o icônico Mitsubishi Eclipse começou a ser oficialmente vendido no mercado brasileiro. O admirado cupê esportivo era a cara de sua época, esbanjando estilo por onde passava e se tornando um verdadeiro ícone duradouro da cultura pop automotiva mundial.

Mitsubishi Eclipse Cross divulgação/Mitsubishi

A popularidade do esportivo asiático atingiu o seu ápice graças à presença marcante em mídias de grande sucesso. O modelo foi estrela recorrente no aclamado videogame Gran Turismo e brilhou intensamente na tela dos cinemas durante o primeiro filme Velozes e Furiosos, de 2001.

A fabricante disponibilizou quatro gerações do veículo no mercado brasileiro. Ele foi vendido nas consagradas versões GSX, com um forte motor de quatro cilindros 2.0 turbo entregando 195 cv e 213 cv, além da variante GT equipada com motores V6 aspirados de 205 cv e 267 cv.

A trajetória do desejado cupê asiático terminou oficialmente em 2011, quando o modelo saiu de linha em todo o planeta. Mas não demorou muito para que o seu batismo comercial de sucesso retornasse aos catálogos da marca, ainda que em um formato totalmente reformulado.

Mitsubishi Eclipse de segunda geração: eterno divulgação/Mitsubishi

Em 2017, a fabricante revelou o novo Eclipse Cross, um SUV médio que em praticamente nada se parecia com o antigo esportivo rebaixado de duas portas, uma estratégia de batismo bastante semelhante ao que ocorreu anos depois com a picape intermediária Ford Maverick.

O novo utilitário Eclipse Cross desembarcou no Brasil pouco tempo depois da estreia mundial, no ano de 2018. Para honrar parte de sua história, o modelo foi inicialmente equipado com um valente motor de quatro cilindros 1.5 turbo movido a gasolina, capaz de render 165 cv.

Mitsubishi Eclipse Cross Rush Fernando Pires/Quatro Rodas

Hoje, as primeiras unidades do utilitário esportivo custam por volta de R$ 100.000 entre os seminovos, enquanto a opção 0 km parte de R$ 155.990. Ironicamente, os clássicos cupês da década de 1990 estão muito valorizados, superando facilmente a marca de R$ 100.000 ou R$ 200.000.

Chevrolet Blazer SUV x Chevrolet Blazer EV

Chevrolet Blazer EV Divulgação/Chevrolet

A robusta Chevrolet Blazer passou por um processo de renovação conceitual muito parecido com o do modelo Captiva. O veículo original a combustão chegou às lojas do Brasil no ano de 1995, sendo desenvolvido na mesma base estrutural da picape S10 e trazendo um chassi de longarinas.

<span class="hidden">&#8211;</span> Divulgação/Chevrolet

A utilitária familiar fez muito sucesso em nosso mercado pelas décadas seguintes, mas acabou perdendo força diante da modernização dos rivais diretos. Ela permaneceu nos catálogos locais até meados de 2012, quando finalmente deixou de ser produzida na fábrica nacional.

Esse momento marcou o triste fim da primeira fase de vida do valente utilitário esportivo a combustão. Contudo, ele foi estrategicamente lançado novamente no forte mercado norte-americano no ano de 2019, agora transformado em um SUV médio urbano feito com chassi do tipo monobloco.

Chevrolet Blazer RS EV Divulgação/Chevrolet

Porém, a recente variante Blazer EV comercializada globalmente em nada se baseia em qualquer um dos seus gloriosos antecessores do passado. O visual atual é completamente diferente e adota um perfil muito mais dinâmico e futurista, voltado para a eficiência aerodinâmica.

A geração anterior da Blazer estreou o motor V6 no Brasil Marcelo Spatafora/Quatro Rodas

Lançado no mercado brasileiro em 2024, o novo SUV 100% elétrico é inteiramente construído em uma moderna e avançada plataforma modular desenvolvida pela GM chamada Ultium, a mesma que sustenta outros elétricos sofisticados de última geração que o grupo oferece no mundo.

Atualmente, o luxuoso Blazer EV se posiciona como o carro de passeio mais caro oferecido pela Chevrolet em nosso país e custa oficialmente R$ 503.190. Já o seu rústico antecessor nacional baseado na S10 parte da casa dos R$ 35.000 nas lojas focadas em modelos usados.