Eleitores da região de Jundiaí (SP) que moram no exterior já estão se preparando para votar no 2º turno das Eleições 2026, marcado para o dia 25 de outubro.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pouco mais de 900 mil eleitores que vivem fora do Brasil poderão votar, o que corresponde a 30% a mais do que nas eleições de 2022 e quase cinco vezes mais do que no pleito de 2010.
Ainda segundo o TSE, os eleitores brasileiros estão espalhados por 134 países, sendo que a maioria reside no continente europeu.
Eleitores brasileiros pelo mundo
Europa - 413.960 eleitores em 35 países;
Américas - 362.282 eleitores em 31 países;
África - 3.232 eleitores em 28 países.
O produtor audiovisual João de Seixas é da região de Jundiaí, mas vive em Montevidéu, no Uruguai, desde 2020. Ele afirmou que, mesmo vivendo fora, continua exercendo o direito de votar e participar das decisões no país.
“Quando estamos fora do Brasil, nos damos conta do quanto o país é grande e do quanto a política brasileira influencia todos os países da América do Sul. Os uruguaios estão sempre muito atentos às políticas do Brasil, da Argentina e do Mercosul, é algo que os afeta mais diretamente”, disse.
Seixas destacou que os laços que mantém com o Brasil também o estimulam a continuar participando das eleições. “Como brasileiro, tenho amigos, família e amores que queremos que estejam passando bem”.
João de Seixas, da região de Jundiaí (SP), vive no Uruguai e continua exercendo o direito de votas nas eleições do Brasil
Preparado para votar
O jornalista e enfermeiro Márcio Souza, de Jundiaí (SP), mora em Londres, na Inglaterra, contou que, mesmo morando no país europeu, continua atento a tudo o que acontece no Brasil e já está preparado para decidir quem será o próximo presidente da República no dia 25 de outubro.
“Transferi meu título para cá logo que me mudei, porque eu sempre quis ter a possibilidade de votar. O Brasil nunca deixou de ser o meu país, o fato de ter me mudado não quer dizer que o Brasil não importa mais para mim. Aqui, eu tenho amigos brasileiros que conversam sobre política e os ingleses que conheço perguntam às vezes, aqueles que acompanham a política global de perto”.
Exercício de cidadania
Para o professor de ciência política, Gustavo Húngaro, a votação dos brasileiros que moram no exterior é um exercício de cidadania importante.
“Como hoje há uma expansão da vinculação territorial das pessoas, quem vive fora do território do seu país têm direito a votar. esse é um exercício de cidadania relevante e que, para algumas nações, gera uma representação específica”, declarou.
Para Húngaro, a tecnologia é responsável para que as pessoas possam exercer o direito ao voto no país. “O avanço tecnológico propicia essa conectividade em tempo real no mundo todo. Basta querer que a pessoa tem acesso às informações por diversas plataformas. A conectividade que a internet viabiliza propicia que as pessoas possam fazer escolhas conscientes e consequentes. É isso que se espera”, finalizou.
Para o professor de ciência política, Gustavo Húngaro, a votação dos brasileiros que vivem no exterior é um exercício de cidadania relevante
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