Segundo registros da Polícia Militar e depoimentos de testemunhas, o condutor dirigia um Volkswagen Up amarelo e avançou o sinal vermelho no momento em que manifestantes atravessavam a rua pela faixa de pedestres, no cruzamento entre a Rua da Bahia e a Rua Tupinambás. O motorista acelerou e deixou o local sem prestar socorro.

A vítima sofreu uma fratura no tornozelo esquerdo e foi levada ao Hospital João XXIII, na capital mineira, de onde seguiu para atendimento em uma unidade particular para fazer uma cirurgia. Em relato publicado pelo portal G1 , a vítima afirmou que o carro forçou a passagem contra os manifestantes e que nunca havia passado por uma situação semelhante em atos políticos.

Localizado pela Polícia Militar, o motorista disse que atingiu o pedestre, mas declarou não ter percebido o impacto na ocasião. Em depoimento, o homem e sua mulher afirmaram que o trânsito estava retido e que manifestantes arremessaram latas no carro. Disseram que a mulher, que estava no banco do passageiro, foi atingida. Segundo o condutor, ele acelerou por ter medo de “agressões mais graves” . O teste do bafômetro realizado pela PM deu resultado negativo.

O motorista foi levado à 2ª Central Estadual do Plantão Digital da Polícia Civil e teve a prisão em flagrante decretada por suspeita de tentativa de homicídio. Ele aguardava a audiência de custódia. A deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG), presente no ato “Mulheres com Lula”, declarou que solicitará a apuração do caso na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais). Bella afirmou em seu perfil no X que o senhor teve uma fratura grave no pé. Manifestações em apoio à candidatura de Lula vêm sendo realizadas pelo país na mobilização para o 2º turno contra Flávio Bolsonaro (PL).