A declaração foi feita em vídeo publicado no perfil de Janja nas redes sociais durante a campanha do 2º turno das eleições presidenciais. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também já havia publicado um vídeo de Déa Lúcia Amaral , mãe do humorista Paulo Gustavo, que morreu em 2021 por complicações da covid-19, pedindo votos para o petista.

Janja atribuiu as mortes ocorridas durante a pandemia ao comportamento de Bolsonaro à frente do governo federal.

“Negligência do presidente Bolsonaro, que não acreditou na ciência, que indicou medicamento errado, corrupção na compra de vacinas, enfim, tudo aquilo que a gente assistiu” , disse ela no vídeo.

Janja destacou ainda: “Eu nunca vou esquecer o que aconteceu nesse país. Eu nunca vou esquecer quem foi o responsável por aquilo” . Apoiadores da reeleição do petista transformaram o lema “não podemos esquecer” em uma de suas principais estratégias de crítica contra o adversário Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente.

Na legenda da publicação, Janja afirma que mais de 700 mil pessoas morreram “por negligência do governo Bolsonaro” durante a pandemia de covid-19.

No material, Janja relata que sua mãe foi internada por um problema de saúde, contraiu covid-19 no hospital e não resistiu. Ela diz que havia se preparado para perder a mãe, que tinha Alzheimer, em decorrência do avanço da doença neurológica, mas não para a covid-19. “Eu vi minha mãe pela última vez no saco preto. Eu não pude me despedir da minha mãe” , declarou.

A covid-19 foi utilizada, neste domingo (18.out), como propaganda da campanha de Lula antes do 1º debate contra Flávio, transmitido pela Band . O presidente busca uma virada histórica para garantir que continue à frente do Executivo em um 4º mandato.

No vídeo, Janja enquadra a disputa como algo além da divisão ideológica tradicional. “Hoje não é mais uma disputa entre esquerda e direita. Hoje é uma disputa de quem ama o Brasil, de quem ama as famílias brasileiras, contra aquele que não faz nada pelas famílias e só se preocupa com a sua própria família” , afirmou.

A primeira-dama também pediu que outros brasileiros que perderam parentes durante a pandemia compartilhem suas histórias. “A gente não pode esquecer. Se uma nova pandemia vem no mundo, a gente corre muito risco se a presidência estiver na mão da família Bolsonaro” , disse.