Preso na madrugada desta segunda-feira (19) por disparar uma arma em uma festa no bairro de Moema, na Zona Sul de São Paulo, o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL), de 53 anos, é um dos membros da chamada 'bancada evangélica' da Assembleia Legislativa do Estado de SP (Alesp).

Cantor sertanejo gospel, ele foi eleito a primeira vez a primeira vez vereador da cidade de São Paulo em 2028, com 41.506 votos pelo partido PSC. Dois anos depois, em 2010, ele se tornou deputado federal com 98.842 votos, mas, nas eleições seguintes, não conseguiu retornar ao parlamento federal.

Na última eleição de 2022, obteve 42.898 votos na disputa por uma vaga de deputado estadual na Alesp e ficou apenas na suplência. Ele só assumiu a vaga de deputado estadual em 2025, após o empresário Helinho Zanatta (PSD) ter sido eleito em 2024 prefeito da cidade de Piracicaba, no interior de SP.

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL), de 53 anos, é um dos membros da chamada 'bancada evangélica' da Alesp

Desde quando assumiu a vaga na Alesp, em janeiro de 2025, Aguiar teve atuação discreta no parlamento paulista, apesar de ser membro da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), uma das mais importantes da Alesp.

Aguiar se filiou ao PL apenas em 16 de março de 2026, em um evento realizado em São Paulo. A filiação foi oficializada pelo partido e contou com a participação do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e de outras lideranças.

No perfil público dele na Alesp, o deputado diz que “construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com valores cristãos, pela defesa da família e, especialmente, pela proteção das crianças e adolescentes”.

“Antes de se dedicar integralmente à política, Marcelo teve uma carreira artística de destaque, com dezenas de sucessos nas paradas musicais. Após sua conversão ao cristianismo, passou a se dedicar à música cristã contemporânea, alcançando grandes êxitos nas principais rádios do país e em centenas de milhares de igrejas por todo o Brasil, onde sua música tocou os corações de fiéis em diversas partes do país”, afirma o perfil da Alesp.

Como o nome de batismo de Marcelo Theodoro de Aguiar, o deputado afirma que é economista, gestor público, casado e pai de dois filhos.

Horas antes da prisão em São Paulo, ele participou de um ato da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista. Com camiseta do ato chamado ‘Bloco do 22’, Aguiar tirou fotos com seguidores e amigos, segundo o registro do Instagram dele.

No 1° turno da eleição de 2026, Marcelo Aguiar não conseguiu novamente a reeleição para a Alesp. Apesar de fazer campanha em dobradinha, ao lado do pastor Marco Feliciano (PL), o cantor teve apenas 37.585 votos e novamente está na suplência em São Paulo, a partir de 2027.

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL), de 53 anos, é um dos membros da chamada ‘bancada evangélica’ da Assembleia Legislativa do Estado de SP (Alesp).

Prisão em SP

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido na madrugada desta segunda-feira (19). De acordo com informações do Hora 1, da TV Globo, ele estava em uma festa na Zona Sul da capital.

Segundo testemunhas, ele estaria embriagado em uma balada no bairro do Itaim Bibi e incomodando as pessoas. Após uma confusão, ele teria caído no chão e causado um disparo acidental com uma arma.

O deputado disse que estava sob efeito de medicamentos fortes, que provocaram uma reação adversa, e acabou se envolvendo em uma discussão.

De acordo com a reportagem, o deputado tem porte federal da arma, que foi apreendida pela polícia para perícia. Aguiar foi encaminhado ao 14º DP no bairro de Pinheiros, mas não ficará preso por ter imunidade política. Segundo a Polícia Militar, não há registro de feridos.

O carro do parlamentar estava com uma placa não autorizada da Alesp.

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) esteve em evento de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, neste domingo (18), horas antes de ser preso.

O que diz Marcelo Aguiar

A assessoria do deputado Marcelo Aguiar informa que, sobre o episódio ocorrido na noite do último domingo, o parlamentar estava sob efeito de medicamentos fortes, que provocaram uma reação adversa, e acabou se envolvendo em uma discussão.

Em nenhum momento o deputado foi preso. Ele apenas prestou esclarecimentos na delegacia e foi liberado em seguida.

Neste momento, o deputado está em casa e passará por consulta médica. Reitera que confia na Justiça e tem a convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos no momento oportuno.