Entre as infrações registradas estão excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e parada sobre a faixa de pedestres.

Ao todo, os seis equipamentos contabilizaram 9.982 registros de excesso de velocidade, 12.407 avanços de sinal vermelho e 172 casos de parada sobre a faixa de pedestres.

Segundo a Emdec, as ocorrências ainda não foram convertidas em multas, pois precisam passar por análise, etapa em que os registros podem ser cancelados. Ainda de acordo com a empresa, em média, apenas 35% dos registros são convertidos em infrações.

Entre as principais irregularidades identificadas estão motociclistas que ocultam a placa ao avançar o sinal vermelho, veículos autopropelidos que circulam acima da velocidade permitida e veículos que trafegam a velocidades superiores a 50% do limite estabelecido para a via.

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Veja os registros de irregularidades por via

Avenida John Boyd Dunlop com ruas José Rosolen e Moacir Penachin, sentido Centro-bairro: 9.213 irregularidades, sendo 587 por excesso de velocidade, 549 por avanço de sinal vermelho e 77 por parada sobre a faixa de pedestres.

Avenida John Boyd Dunlop com Rua Benedito Franco, sentido bairro-Centro: 1.757 irregularidades, com 361 registros de excesso de velocidade, 377 de avanço de sinal vermelho e 19 de parada sobre a faixa.

Avenida Ruy Rodriguez, próximo ao Atacadão, nos sentidos Centro-bairro e bairro-Centro: 4.529 irregularidades, sendo 118 por excesso de velocidade, 398 por avanço de sinal vermelho e 13 por parada sobre a faixa.

Avenida Ruy Rodriguez com Rua Antônia Ceregatti Albieri: 2.531 irregularidades, incluindo 679 registros de excesso de velocidade e 852 de avanço de sinal vermelho. O levantamento não informa ocorrências de parada sobre a faixa nesse ponto.

Avenida Barão de Itapura com Avenida Andrade Neves: 4.531 irregularidades, com 237 registros de excesso de velocidade, 231 de avanço de sinal vermelho e 63 de parada sobre a faixa de pedestres.

Outros quatro radares registraram 9,4 mil irregularidades

Campinas conta atualmente com 86 equipamentos instalados e 68 radares fixos voltados ao controle de velocidade. Ao todo, são 154 pontos de fiscalização eletrônica na cidade.

Além dos equipamentos citados, outros quatro radares foram ativados em 20 de agosto, na Avenida John Boyd Dunlop, próximo ao Terminal BRT Satélite Íris, e na Avenida Ruy Rodriguez, perto da Rua Plácido Soave, nos dois sentidos.

De acordo com a Emdec, entre agosto e outubro, esses pontos registraram 9.410 irregularidades, que também ainda não haviam sido convertidas em multas.

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VOCÊ VIU? Prefeitura de Campinas autoriza repasse de R$ 24 milhões para empresas do transporte público

A Prefeitura de Campinas autorizou um crédito adicional suplementar de R$ 24,25 milhões no orçamento municipal, sendo R$ 24 milhões destinados à Secretaria de Transportes para o subsídio do sistema de transporte público coletivo. A medida consta em um decreto publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (14).

O subsídio ao transporte público é o recurso financeiro pago pelo poder público (prefeituras ou governos) às empresas de ônibus para cobrir a diferença entre o custo real da operação e o valor que o passageiro paga na passagem.

Para viabilizar o gasto, a administração municipal retirou os R$ 24 milhões da reserva de contingência, parcela do orçamento destinada a atender despesas imprevistas e necessidades financeiras.

Em janeiro, a Prefeitura havia estabelecido um subsídio de R$ 190,3 milhões para o transporte público em 2026, sendo R$ 172,3 milhões destinados ao sistema de ônibus e R$ 18 milhões ao Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI).

No entanto, segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), o valor destinado ao transporte coletivo já chegou a R$ 282,6 milhões com os acréscimos autorizados ao longo do ano.

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O que diz a Emdec

Em nota, a Emdec explicou que o orçamento aprovado no início do ano pode passar por alterações e suplementações para manter o equilíbrio econômico-financeiro do transporte público.

Segundo a empresa, o aumento dos custos operacionais, incluindo combustível, manutenção dos veículos e reajustes salariais, está entre os fatores que podem exigir a revisão dos valores inicialmente previstos.

A Emdec também citou oscilações na demanda de passageiros, manutenção de gratuidades e tarifas diferenciadas, além de ajustes operacionais para atender novas demandas, como a ampliação de trajetos.

Outro fator apontado é a renovação da frota. De acordo com a empresa, 137 ônibus novos ou seminovos estão previstos para o sistema em 2026, dos quais 100 já entraram em operação.

A Emdec afirmou que as readequações orçamentárias têm como objetivo evitar que o aumento dos custos de operação seja integralmente repassado aos passageiros.

Subsídio e reajuste da passagem de ônibus em Campinas

O subsídio é o valor que a Prefeitura de Campinas repassa às empresas e cooperativas para complementar os custos de operação do transporte público. A outra fonte de financiamento do sistema é a arrecadação com as passagens pagas pelos usuários.

Os passageiros começaram o ano pagando mais caro pelo transporte coletivo. Em 1º de janeiro, entrou em vigor um reajuste médio de 4,24% nas tarifas.

Com isso, o valor do Bilhete Único Comum passou de R$ 5,70 para R$ 6, enquanto o vale-transporte subiu de R$ 6,20 para R$ 6,50.

Na ocasião, a Prefeitura informou que o reajuste era necessário para manter o equilíbrio econômico-financeiro do sistema diante do aumento dos custos com combustível e mão de obra.

Recursos para a cultura

Além dos R$ 24 milhões destinados ao transporte público, o decreto prevê R$ 252 mil para o Fundo de Assistência à Cultura, voltados a ações de fomento relacionadas à Lei Aldir Blanc e ao programa Cultura Viva.

Nesse caso, os recursos serão obtidos por meio da anulação parcial de uma dotação do próprio Fundo de Assistência à Cultura.

A Lei Federal nº 14.017/2020 (Lei Aldir Blanc Original), instituída em 29 de junho de 2020, que ofereceu socorro financeiro a artistas, trabalhadores da cultura, espaços artísticos e microempresas afetados pela pandemia de COVID-19. Já o Fundo de Assistência à Cultura (FAC) é um mecanismo financeiro público criado para financiar, apoiar e incentivar projetos artísticos e culturais .

Ao todo, o decreto autoriza a abertura de R$ 24.255.552,68 em créditos adicionais suplementares no orçamento municipal e entrou em vigor na data da publicação.

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