Para os analistas da XP Investimentos, o trimestre deverá ser mais um com resultados fortes.

A expectativa da casa é de que as operadoras sigam se beneficiando da melhora da sinistralidade, respondendo a uma sazonalidade favorável e um sólido momento operacional.

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Para o BTG Pactual, o trimestre deve ser mais moderado, com desaceleração do crescimento de receita e pouco espaço para expansão de margem. De acordo com os analistas, essa dinâmica deve afetar, principalmente, as empresas maiores.

Segundo o banco, os resultados devem sofrer mais pela base de comparação mais difícil, com o forte terceiro trimestre do ano passado, do que por uma possível deterioração ampla das tendências operacionais.

Em relação às empresas, entretanto, ambas as expectativas estão um pouco mais alinhadas. Tanto a XP quanto o BTG esperam que Fleury ( FLRY3 ) e Mater Dei ( MATD3 ) apresentem crescimento sólido. O mesmo vale para a estimativa mais fraca esperada para a Hypera ( HYPE3 ) e a leitura sólida e sem surpresas tanto da Rede D’Or ( RDOR3 ) quanto do Bradsaúde ( SAUD3 ) – ambas seguem como principais escolhas do banco no setor.

Prestadores de serviços

Para a XP, entre os prestadores de serviços, o segmento de diagnósticos permanece como o principal destaque, liderado pelo forte crescimento do Fleury.

A estimativa da casa é de alta de 13,4% na receita em relação ao ano anterior, com expansão orgânica de 9%. De acordo com a previsão do BTG Pactual, esse crescimento próximo dos dois dígitos deve ser impulsionado pela demanda B2C mais consistente, ainda que as margens sigam estáveis.

O BTG estima um crescimento um pouco menor na receita líquida, de R$ 2,5 bilhões (alta de 12% ao ano, contra os 13,4% da XP). O banco também considera que este será o primeiro trimestre completo com a contribuição da aquisição da Femme nos resultados.

A Mater Dei também deve se destacar, mantendo o forte momento dos trimestres recentes. Segundo o BTG, o resultado deve ser apoiado por maior complexidade e pelo crescimento contínuo do ticket médio.

De acordo com a XP, o resultado positivo (com crescimento de receita que deve chegar a dois dígitos), também deverá refletir a migração para procedimentos de maior complexidade.

Operadoras de saúde

Segundo a XP, o principal vetor de expansão da receita entre as operadoras de saúde são as adições líquidas de beneficiários. Dados da ANS mostram 109 mil adições líquidas no setor em julho e agosto.

Esse crescimento entre as companhias, entretanto, não foi igual. A Bradsaúde ganhou 67 mil, junto com SulAmérica (da Rede D’Or) que adicionou mais 45 mil. Por outro lado, a Hapvida perdeu 88 mil vidas. De acordo com o BTG, a queda refletiu, em parte, a revisão de contratos não rentáveis da companhia.

As tendências de sinistralidade também devem divergir no trimestre. A expectativa é de que a SulAmérica tenha uma nova melhora, ainda que mais modesta após vários trimestres fortes. A Bradsaúde deve ver a sinistralidade subir cerca de 140 bps ao ano contra um 3º tri de 2025 muito favorável, refletindo em parte distorções sazonais que se reverteram no 4º tri do ano passado.

Para o setor farmacêutico, os resultados caminham para uma performance mista. A melhora do desempenho operacional da Blau ( BLAU3 ) contrasta com a pressão sobre o desempenho do portfólio atual da Hypera.

Uma temporada de gripe fraca deve desacelerar o crescimento de sell-out do portfólio tradicional da companhia, segundo os analistas do BTG. Mesmo a contribuição inicial de receita do Semavy, o medicamento GLP-1 da comapnhia, deve vir com margens

menores, limitando o crescimento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês).

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