A polícia italiana deteve 271 jovens durante os distúrbios registrados em Milão neste domingo (18), segundo autoridades, após um segundo dia de protestos contra a precariedade dos serviços públicos e o aumento do custo de vida. Manifestantes entraram em confronto com policiais, saquearam lojas e depredaram imóveis.

Policiais equipados para controle de distúrbios usaram gás lacrimogêneo e jatos d'água enquanto centenas de manifestantes encapuzados atearam fogo a lixeiras e saquearam lojas, incluindo as de artigos esportivos Decathlon e Arc'teryx, além de uma unidade da operadora de telefonia Vodafone, no centro da cidade, segundo imagens de televisão.

Dos detidos e levados para delegacias, 32 foram presos, entre eles 23 menores de idade e 13 estrangeiros, informou a polícia nesta segunda-feira (19). Outras 28 pessoas foram denunciadas às autoridades judiciais.

Agora no g1

Os distúrbios ocorreram após confrontos semelhantes no sábado (17) em cidades do norte da Itália, incluindo Milão, Bolonha, Brescia, Bérgamo e Turim. Segundo um relatório policial divulgado no domingo, 28 manifestantes foram presos.

Os episódios lembram os distúrbios registrados na vizinha França, onde centenas de milhares de pessoas, revoltadas com o aumento do custo de vida e a piora dos serviços públicos, foram às ruas no sábado em algumas das manifestações mais violentas dos últimos anos no país.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que enfrentará uma eleição no próximo ano, condenou a violência e anunciou uma reunião do governo nesta segunda-feira para discutir como lidar com a situação.