Um casal foi visto bebendo e conversando em meio a distúrbios violentos em Paris. Imagens registraram o homem e a mulher em um bar perto do Arco do Triunfo, na região onde vêm ocorrendo os principais distúrbios no centro da capital francesa (veja acima).
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No vídeo, chamas de uma lixeira em chamas podiam ser vistas ao fundo, enquanto o homem e a mulher estavam sentados na mesa de um café.
Os distúrbios ocorreram depois que estudantes, sindicalistas e remanescentes do movimento dos "Coletes Amarelos" uniram forças para protestar contra os preços elevados e a deterioração do modelo social do país.
A onda inicial de protestos começou no mês passado em escolas de ensino médio nos subúrbios pobres ao norte de Paris, onde a indignação com a ausência de professores e as instalações precárias transformou-se rapidamente em um movimento nacional contra a desigualdade, a insuficiência de gastos públicos e a queda na qualidade dos serviços.
Os protestos ocorrem ainda em um momento difícil para a França, à medida que o presidente Emmanuel Macron entra na reta final de seu mandato, deixando para trás um eleitorado polarizado e um cenário político interno fragmentado.
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O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta segunda-feira (19) ter solicitado a prefeitos de cidades com manifestações que decretem toques de recolher por conta dos protestos. Lecornu, que divide o govenro da França com o presidente, Emmanuel Macron, quer que as cidades imponham a restrições já na noite desta segunda.
"Pedi aos prefeitos que decretassem vários toques de recolher nesta noite, toques de recolher parciais", disse Lecornu.
O primeiro-ministro não especificou para qual cidades solicitou o toque de recolher.
Também nesta segunda, o governo francês fez uma reunião de emergência para decidir medidas a serem tomadas para controlar a violência nas ruas.
Na madrugada de domingo (18), o país registrou uma das noites mais violentas dos últimos anos. Segundo o Ministério do Interior, mais de 500 mil pessoas foram às ruas em dezenas de cidades. Os atos deixaram um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 1.800 detidos.
Os protestos marcaram a união de um movimento estudantil que já dura um mês com a insatisfação geral da população contra o aumento do custo de vida.
Também nesta segunda, o Museu do Louvre, em Paris, amanheceu fechado após manifestantes bloquearem o acesso ao local em apoio ao movimento estudantil e para denunciar "a repressão policial".
Homem caminha diante de fogo em meio a manifestação em Paris, em 18 de outubro de 2026.
Abdul Saboor/ Reuters
Montagem com fotos do rescaldo dos protestos na França
AFP e Reuters

