A expectativa de economistas consultados pela Reuters era de uma alta de 1,44% . Com o resultado, o índice registra alta de 5,02% em 12 meses.
“A aceleração do IGP-10 em outubro foi puxada principalmente pelos preços ao produtor, com destaque para os avanços da gasolina automotiva”, disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE .
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O IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice, teve alta de 2,36% , acelerando a alta de setembro que foi de 1,90%.
“A alta também observada em produtos da cadeia da soja e em bovinos reforçou a alta do IPA”, disse Dias.
Já o IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor), que responde por 30% do índice geral, desacelerou a alta para 0,39% em outubro, ante 0,44% em setembro.
“No índice ao consumidor, a aceleração de alimentos in natura, como tomate, batata-inglesa e cebola, contribuiu para elevar o índice”, disse o economista.
“Embora itens como café em grão e tarifa de eletricidade residencial tenham registrado recuos, suas quedas não foram suficientes para compensar as pressões altistas disseminadas entre produtos agropecuários, industriais e combustíveis.”
"Prévia da inflação": IPCA-15 registra queda de 0,40% em agosto | ABERTURA DE MERCADO
O INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou alta de 0,28% , inferior à elevação de 0,50% registrada em setembro.
O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

