# Morre Marciana Dias, guardiã da tradição das louceiras do Maruanum, no Amapá

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/10/19/morre-marciana-dias-guardia-da-tradicao-das-louceiras-do-maruanum-no-amapa.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-19T14:22:29.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1253478-morre-marciana-dias-guardia-da-tradicao-das-louceiras-do-maruanum-no-amapa

> Marciana Nonata Dias, morre aos 86 anos

Morreu na manhã desta segunda-feira (19), aos 86 anos, Marciana Nonata Dias, uma das maiores guardiãs da tradição das louceiras do Maruanum. Referência da cultura ancestral amapaense, ela dedicou a vida à preservação de saberes transmitidos entre gerações. O velório ocorre no bairro Infraero 2, na Zona Norte de Macapá, a partir das 14h.

Marciana foi uma das mais importantes representantes das tradições afro-amapaenses. Seu legado ajudou a dar visibilidade a uma técnica ancestral moldada pelas mãos e pela memória de mulheres que encontraram no barro uma forma de sustento, identidade e resistência.

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Moradora do distrito do Maruanum, na zona rural de Macapá, ela fez da argila matéria-prima para contar histórias. Ao longo da vida, produziu panelas, travessas, tigelas, xícaras e fogareiros, mantendo viva uma arte que atravessou o tempo e se tornou símbolo do artesanato amapaense.

Mas sua trajetória ia além da louça de barro. Marciana também era uma figura marcante do marabaixo. Entre o toque das caixas e o arrastar dos pés, participou de rodas e festejos que mantêm viva a ancestralidade dos povos tradicionais do Estado.

Sua história se confunde com a própria história cultural do Amapá. Como louceira, levou os saberes do Maruanum para exposições dentro e fora do Estado, conquistando reconhecimento como mestra artesã e recebendo a Carteira Nacional de Mestre Artesã, uma das maiores honrarias concedidas aos detentores de saberes tradicionais.

Nesta segunda-feira, as cantigas entoadas pelas louceiras para agradecer aos ancestrais pela colheita do barro ganham outro significado. Entre os versos e as lembranças, elas também se transformam em despedida para uma de suas mais importantes guardiãs.

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O Amapá se despede, no mesmo dia, de outro grande nome da cultura afro-amapaense. Aos 91 anos, morreu Francisco Lino da Silva, o Seu Lino, um dos fundadores da escola de samba Boêmios do Laguinho e maior compositor da história da agremiação.

Com 35 sambas-enredo assinados, ajudou a construir a trajetória vitoriosa da escola e deixou seu nome gravado na memória do carnaval amapaense.

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