O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), responsável pela Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), negou que a prova da segunda fase da competição, aplicada no sábado (17), tenha vazado. Em nota divulgada no domingo (18), a organização alertou para anúncios fraudulentos de venda de supostas provas antecipadas e recomendou que estudantes, familiares e escolas não compartilhem esse tipo de conteúdo.

Nos dias anteriores ao exame, perfis do TikTok anunciaram a venda de uma suposta prova vazada por R$ 100. No X, um outro perfil publicou imagens de questões que, segundo a postagem, fariam parte da avaliação. Nenhum dos perfis estão mais no ar.

As publicações geraram dúvidas entre estudantes, alguns dos quais acreditavam que as imagens correspondiam às questões que seriam cobradas na olimpíada.

Agora no g1

Segundo o Impa, a equipe da OBMEP monitorou as redes sociais desde quarta-feira (14) até uma hora e meia após o início da prova e constatou que as imagens divulgadas eram falsas e não correspondiam às questões efetivamente aplicadas.

A organização afirmou ainda que adotará as medidas cabíveis diante da divulgação de notícias falsas e da comercialização de material fraudulento.

Sobre a OBMEP 2026

A 21ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) é dividida em duas fases. A primeira, com questões de múltipla escolha, foi aplicada em 9 de junho. Já a segunda fase, com questões discursivas, foi realizada em 17 de outubro. O resultado com a lista de premiados está previsto para 15 de dezembro.

A competição é organizada em três níveis, de acordo com o ano escolar do estudante:

Nível 1: alunos do 6º e do 7º ano do Ensino Fundamental;

Nível 2: alunos do 8º e do 9º ano do Ensino Fundamental;

Nível 3: estudantes dos três anos do Ensino Médio.

Todos os alunos inscritos participam da primeira fase. Para a segunda, avançam os estudantes classificados conforme os critérios da olimpíada, que realiza provas específicas para cada nível.

Histórico de supostos vazamentos

Em junho de 2022, estudantes publicaram nas redes sociais supostos gabaritos da primeira fase da OBMEP durante a realização da prova. Na ocasião, o g1 registrou a circulação do material na internet.

O caso envolvia supostos gabaritos da primeira fase e não indicava que a prova tenha sido efetivamente vazada. Na ocasião, o Impa negou que os gabaritos tivessem sido vazados e reforçou a proibição de uso de celular durante o exame.