Com nome de um dos carros de maior sucesso da BYD no Brasil, o Dolphin G fará a ponte entre os elétricos de acesso e a linha de SUVs da marca. O modelo será a principal arma da fabricante chinesa na faixa de preço onde enfrentará os futuros lançamentos com sistema híbrido leve de Volkswagen e Stellantis.
<span class="hidden">–</span> @autorodmotors/Reprodução
O batismo com a letra “G”, abreviação de “Genius”, marca a estreia da quinta geração da arquitetura híbrida plug-in da empresa, chamada de DM 5.0. No Brasil, de acordo com o jornalista Jorge Moraes, o Dolphin híbrido poderá ser chamado de “Dolphin GT” para se distanciar melhor das versões elétricas.
Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber.
para receber a nossa newsletter
Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril.
Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã.
Continua após a publicidade
Quando chegar às lojas brasileiras no próximo ano, o hatch unirá sua motorização híbrida de nova geração mecânica ao uso do etanol. Com isso, o modelo ficará um passo à frente até mesmo do conjunto previsto para o utilitário Atto 2 híbrido plug-in flex, prometido em junho mas que ainda não começou a ser entregue.
<span class="hidden">–</span> @autorodmotors/Reprodução
Por conta da expectativa por um grande volume de vendas, o Dolphin híbrido será fabricado em Camaçari (BA). A unidade está prestes a iniciar operações de manufatura mais complexas, com áreas de estamparia e pintura operando no local, permitindo que a unidade deixe de se limitar apenas a processos de montagem com peças importadas. O BYD Atto 2 e a picape Mako serão os primeiros BYD fabricados ali.
Continua após a publicidade
Como funciona o conjunto mecânico híbrido DM 5.0 do BYD Dolphin?
Sistema híbrido DM 5.0 Divulgação/BYD
O conjunto do BYD Dolphin G prioriza a tração elétrica na maior parte do tempo, utilizando o motor quatro cilindros 1.5 aspirado como gerador de energia. Essa arquitetura entrega potência combinada de 176 cv na versão de entrada Active e chega a 212 cv nas configurações Boost, Comfort e Sport, mantendo sempre o torque máximo de 21,4 kgfm e aceleração de zero a 100 km/h em 8,3 segundos. Estes dados são para a configuração europeia, movida apenas a gasolina e eletricidade.
BYD Dolphin G Divulgação/BYD
Continua após a publicidade
Para alcançar esses números, o conhecido bloco quatro cilindros 1.5 16V aspirado passou por atualizações. Agora ele trabalha com alta taxa de compressão de 16:1, além de incorporar bomba de óleo variável e sistema de refrigeração duplo. Na configuração de entrada Active, ele rende até 95 cv e 12,2 kgfm, enquanto nas opções superiores sua calibração prioriza o ciclo de eficiência, gerando 70 cv e os mesmos 12,2 kgfm.
O principal motor de tração é o elétrico síncrono de ímã permanente, capaz de produzir sozinho 163 cv e 21,4 kgfm. Segundo a fabricante, essa lógica de operação evita hesitações em retomadas e garante que a gasolina seja consumida apenas nas faixas ideais de rendimento. Independentemente da faixa de potência combinada, todas as versões atingem a velocidade máxima limitada de 180 km/h.
BYD Dolphin G Divulgação/BYD
Continua após a publicidade
A eficiência geral também é beneficiada pela integração dos três controladores eletrônicos do sistema em uma peça única, agilizando o processamento de comandos. Além disso, a engenharia reestruturou o gerenciamento térmico com resfriamento direto da bateria e controle inteligente da cabine. Na prática, a solução reduz o desperdício energético sob frio ou calor severos, aliviando a demanda da bateria.
Quanto custa a bateria de um carro híbrido e quando deve ser trocada?
Qual é o consumo e a autonomia elétrica do BYD Dolphin G?
Na Europa, o BYD Dolphin G promete um consumo combinado pelo ciclo europeu WLTP de até 27,9 km/l nas versões de entrada e de 26,6 km/l nas opções topo de linha, variando conforme o peso do veículo. Com o tanque cheio e a carga completa, a autonomia total declarada atinge 1.018 km na configuração básica e chega a 1.040 km nos catálogos superiores, permitindo rodar de 40 km a 105 km apenas com eletricidade.
Continua após a publicidade
<span class="hidden">–</span> Divulgação/BYD
Esses índices dependem diretamente das duas opções de baterias Blade oferecidas pela montadora. A versão de entrada utiliza um acumulador de cerca de 7,4 kWh, que garante 40 km de alcance puramente elétrico no padrão WLTP. Nessa configuração mais leve, a potência de recarga em corrente alternada (AC) é limitada a 3,3 kW, exigindo três horas na tomada para elevar o nível de energia de 15% a 100%.
Já as três versões mais caras — Boost, Comfort e Sport — recebem uma bateria maior, com 18,3 kWh de capacidade, que amplia a autonomia sem queimar combustível para até 105 km. Esse pacote aceita recargas em corrente alternada de até 6,6 kW e suporta estações rápidas de corrente contínua (DC) de até 39 kW. Em eletropostos rápidos, o sistema leva 26 minutos para recuperar a carga de 10% a 80%.
O que muda no tamanho, visual e suspensão do BYD Dolphin híbrido?
<span class="hidden">–</span> Divulgação/BYD
O BYD Dolphin G cresceu para acomodar o sistema híbrido e convencer como carro familiar, atingindo 4,16 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,57 m de altura e 2,61 m de entre-eixos, com porta-malas de 425 litros. Apesar do porte próximo ao de hatches médios, o modelo adota suspensão traseira por eixo de torção em todas as versões, abrindo mão do sistema independente multibraços presente nos elétricos Dolphin Plus e Dolphin SE.
Para diferenciar o híbrido dos irmãos puramente elétricos, os designers criaram uma carroceria inédita. Na dianteira, os faróis afilados são conectados por uma faixa central e o logotipo da marca subiu para o capô. Na traseira, a barra das lanternas em led atravessa toda a tampa do bagageiro abrigando o emblema da empresa, acompanhada por um limpador no vigia superior. Rebater o banco traseiro bipartido amplia o bagageiro para 1.225 litros.
<span class="hidden">–</span> Divulgação/BYD
Por dentro, o estúdio de design apostou em um painel de linhas horizontais limpas, saídas de ar discretas e seletor de marchas alojado na coluna de direção. O motorista visualiza um quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas, enquanto a central multimídia pode ter tela de 10,1 ou 12,8 polegadas. A principal evolução de conectividade é a integração nativa com o sistema Google para navegação por mapas e comandos por assistente de voz.
A divisão de acabamento externo inclui rodas de liga leve de 16 polegadas nas versões Active e Boost, subindo para aro 18 bicolor na Comfort e 18 em preto brilhante na Sport. A partir do catálogo Comfort, o hatch incorpora head-up display, teto panorâmico com cortina elétrica, câmera 360 graus, luzes de cortesia nos retrovisores, bancos com revestimento que mescla tecido e couro vegano, além de ajustes elétricos de posição e lombar para o motorista.
BYD Dolphin G Divulgação/BYD
<span class="hidden">–</span> Divulgação/BYD
O pacote tecnológico das versões superiores contempla ainda aquecimento para bancos e volante, além da função V2L, que transforma o carro em fonte de energia para aparelhos externos. Na segurança ativa, o sistema ADAS reúne controle de cruzeiro adaptativo, alerta de ponto cego e assistente de manutenção em faixa.
Quando o BYD Dolphin híbrido será lançado no Brasil?
O BYD Dolphin GT tem lançamento confirmado para o mercado brasileiro em 2027. O modelo estreará nas concessionárias já equipado com motorização híbrida plug-in flex e com produção nacional, em Camaçari (BA).
<span class="hidden">–</span> Divulgação/BYD
Qual é a autonomia e o consumo do BYD Dolphin GT?
Segundo dados do ciclo WLTP, o BYD Dolphin GT entrega autonomia total combinada de 1.018 km na versão de entrada Active e de até 1.040 km nas configurações superiores. O consumo médio declarado é de até 27,9 km/l na opção com bateria menor e de 26,6 km/l nas versões com acumulador maior.
Qual é a diferença de tamanho entre o BYD Dolphin GT e o Dolphin elétrico?
O BYD Dolphin G é maior e tem visual próprio, medindo 4,16 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,57 m de altura e 2,61 m de entre-eixos. O porta-malas comporta 425 litros (ou 1.225 litros com os bancos rebatidos), medidas que o aproximam dos hatches médios tradicionais.

