“A diretriz seguida à risca pelos tribunais é, sempre que possível, não alterar o local de votação entre os turnos” , diz o texto.

“Os principais motivos que levam os Tribunais Regionais Eleitorais a realizar essas alterações são sempre extraordinários e estão relacionados à ocorrência de situações climáticas extremas, a problemas não identificados previamente na infraestrutura dos prédios utilizados como locais de votação e a questões de segurança pública “, diz a nota.

Segundo dados divulgados pela Justiça Eleitoral, 4.352 seções eleitorais tiveram seus locais alterados para o 2º turno, o equivalente a 0,87% do total do país. O número pode ser atualizado à medida que os cartórios eleitorais enviam os dados ao sistema da Justiça Eleitoral.

As mudanças se concentraram em São Paulo, com 982 seções, Minas Gerais, com 514, Rio de Janeiro, com 431, e Bahia, com 312, segundo dados da Justiça Eleitoral.

RESPONSABILIDADE DOS TREs

O TSE esclareceu que não determina nem solicita as alterações. A responsabilidade cabe às zonas eleitorais, que avaliam as condições dos locais de votação.

Em São Paulo, o Tribunal Regional Eleitoral informou que 3 locais de votação foram alterados para o 2º turno: 1 na capital, 1 em Presidente Prudente e outro em São João da Boa Vista. As mudanças foram motivadas por danos causados pelas chuvas durante o 1º turno.

O tribunal ainda orientou os eleitores a conferir o endereço antes de sair de casa. A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE .

PEDIDO DE LULA

A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao TSE que os eleitores afetados pelas mudanças recebessem avisos individuais por canais como e-Título, WhatsApp, SMS ou e-mail e tivessem acesso a transporte gratuito até os novos locais de votação.

E também pediu que os TREs divulgassem listas com os endereços antigos e novos das seções.