Gustavo Luz/TV TEM
Presos e familiares de unidades prisionais da região de Presidente Prudente (SP) trocaram quase um milhão de cartas entre janeiro e setembro deste ano, conforme a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Os números disponibilizados pela SAP ao g1 reforçam a reintegração social entre os detentos e as famílias.
Nas unidades da Coordenadoria de Execução Penal da Região Oeste do estado (Ceproeste), que inclui 36 complexos penais e unidades prisionais, de janeiro a setembro deste ano, foram enviadas 539.818 correspondências e recebidas 431.769.
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Em 2025, também nas unidades da Ceproeste, foram 625.345 correspondências enviadas e 512.400 recebidas, enquanto, em 2024, foram 637.978 enviadas e 530.957 recebidas.
Considerando todas as unidades prisionais do estado de São Paulo, em 2025, foram enviadas mais de 1,6 milhão de correspondências e recebidas 1,6 milhão. Em 2024, foram 1,5 milhão de correspondências enviadas e quase 1,5 milhão recebidas.
Conforme a Polícia Penal do Estado de SP, as correspondências recebidas e expedidas pelas pessoas presas são recepcionadas pelos setores de Portaria e Segurança.
O chefe de Serviço Regional Oeste do Programa de Atenção à Pessoa Egressa e Família, Jean Zocatelli, explicou que a troca de cartas é um direito garantido por lei e também contribui para fortalecer os vínculos afetivos.
"A correspondência entre as pessoas privadas de liberdade e seus familiares, assegurada pela Lei de Execução Penal, constitui importante instrumento para a preservação e o fortalecimento dos vínculos familiares, contribuindo para a manutenção dos laços afetivos durante o período de privação de liberdade", destacou.
Presos e familiares de unidades prisionais do Oeste Paulista trocam quase 1 milhão de cartas em 2026
Antes da entrega aos respectivos destinatários, as cartas passam por conferência da identificação do remetente e do destinatário, inspeção física e demais procedimentos de fiscalização previstos.
Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, em casos de indícios de irregularidade nas cartas, são adotadas as providências administrativas cabíveis.
Esta atividade integra a rotina operacional dos estabelecimentos penais e é executada por policiais penais designados conforme a necessidade do serviço, segundo a pasta.
A SAP também informou que não há um quantitativo fixo de servidores exclusivamente destinado a essa atribuição.
Além disso, também não é possível contabilizar individualmente as correspondências recebidas e enviadas por cada reeducanda. No caso, é feito um quantitativo geral das correspondências movimentadas.
Dentre as detentas que costumam trocar cartas com a família, está a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa em Tupi Paulista (SP). Em uma das correspondências, enviada à mãe dela, Solange Bezerra, e divulgada nas redes sociais no dia 8 de setembro, a influenciadora afirma que está bem e que foi vítima de uma “acusação falsa”.
Deolane está presa desde maio pela Operação Vérnix, que apura um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Solange Bezerra compartilhou a carta da filha, Deolane, nas redes sociais; advogada está presa por suposto envolvimento com o PCC
Contatos por telefone
Se as cartas garantem o vínculo por escrito, por telefone a comunicação com as unidades costuma enfrentar dificuldades. No início de outubro, diversas famílias entraram em contato com o g1 após não conseguirem contato com a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP).
A unidade conta com ao menos 12 números diferentes de telefone com o código 018 de Discagem Direta à Distância (DDD), e eles não funcionavam.
Os motivos do contato da família com a unidade prisional são para confirmar vários assuntos, como a renovação da carteirinha para visitação, documentação e a situação da reeducada, segundo os relatos.
Em nota, a SAP afirmou que as linhas telefônicas da unidade apresentavam instabilidade em decorrência de falhas em equipamentos externos. Os reparos já estavam sendo realizados pelo setor técnico competente.
Segundo as famílias, a situação foi normalizada a partir de terça-feira, 13 de outubro, após ficarem sem conseguir contato desde o dia 4 de setembro. A SAP também confirmou que o sistema de telefonia foi restabelecido na data.
Além disso, a Polícia Penal do Estado de São Paulo informou que os canais de atendimento digital da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista permanecem ativos e operantes.
A SAP orientou que os atendimentos aos familiares e ao público externo estavam sendo feitos por WhatsApp automatizado, no número (18) 3851-9628, e por e-mail: pftupi@sp.gov.br.
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