Dois ocupantes do Ford Focus suspeito de envolvimento em um racha que terminou com três mortos em Campinas (SP) disseram à Polícia Civil que os jovens que estavam no outro carro fizeram um sinal chamando para uma corrida antes do acidente.
Apesar disso, os dois negaram que tenham participado de um racha. A batida aconteceu na noite de domingo (18), na Avenida Norte-Sul, e matou Lucas Jacuneli, Caio Tauã Amorim da Silva e Muryllo Henrique Costa de Oliveira, todos de 23 anos.
O Fiat Fastback em que estavam as vítimas bateu na lateral de um ônibus no cruzamento com a Rua Mogi Guaçu, por volta das 23h40.
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Imagens de câmeras de segurança obtidas pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostram o Fastback em alta velocidade, seguido pelo Focus preto. Após o acidente, o motorista do Focus deu ré e deixou o local.
Segundo o delegado Gabriel Job Silveira, os ocupantes do Focus disseram que ficaram assustados com a batida e foram embora.
"A princípio, eles negam qualquer prática de corrida e afirmam que não têm contato com isso. Realmente, eles disseram que ficaram com receio e que, ao ver que houve o acidente na frente deles, eles se evadiram", afirmou.
Suspeita de omissão de socorro
Lucas Jacuneli (à esq.) e Caio Tauã Amorim da Silva (no centro); à direita, Muryllo Henrique Costa de Oliveira aparece à frente em foto tirada com as outras duas vítimas, horas antes do acidente
A Polícia Civil também apura se os ocupantes do Focus cometeram omissão de socorro por terem deixado o local após o acidente.
"Pode ser, sim, que a gente enquadre também numa eventual omissão de socorro", disse o delegado.
O Focus foi apreendido nesta segunda-feira (19) e vai passar por perícia para verificar se tem alterações feitas para corridas.
Três jovens estavam no veículo. Dois já prestaram depoimento e o terceiro ainda será ouvido. A EPTV acompanhou a saída do motorista da delegacia, mas ele e o pai não quiseram dar entrevista.
Relembre o acidente
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O acidente aconteceu quando o Fastback atingiu a lateral de um ônibus da linha 260 que atravessava a Avenida Norte-Sul.
Lucas e Caio morreram no local. Muryllo foi socorrido e levado ao Hospital Mário Gatti, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na segunda-feira (19).
Segundo o sindicato das empresas de ônibus, o coletivo estava a 40 km/h, dentro do limite de velocidade da avenida, que é de 60 km/h.
A Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança e outros materiais para descobrir a velocidade dos carros e confirmar se houve racha.
Segundo a Guarda Municipal, Campinas registrou 268 ocorrências de direção perigosa neste ano, sendo 38 classificadas como racha.
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