Se o prazo terminar sem pagamento ou acordo comunicado pelos credores, o time mineiro poderá sofrer um transfer ban , punição que impede o registro de novos jogadores. A restrição está prevista nas regras de controle de dívidas da Anresf .
Dívidas envolvem 2 jogadores
Uma das pendências está relacionada à contratação definitiva do zagueiro Vitor Hugo , anunciada pelo Atlético em janeiro de 2026, depois de um período de empréstimo. O clube se comprometeu a pagar ao Bahia 100 mil euros, cerca de R$ 597 mil, caso o defensor fosse titular em 15 partidas. A meta foi alcançada no fim de abril, e o pagamento deveria ter sido feito até maio.
A outra dívida envolve o meio-campista Victor Hugo , contratado do Flamengo quando estava emprestado ao Santos. O acordo de empréstimo garantia ao clube paulista 10% de uma eventual transferência, caso não exercesse a preferência de compra e o atleta fosse negociado. O percentual, conhecido como taxa de vitrine, ainda não foi repassado.
Defesa do Atlético
O Atlético apresentou argumentos relacionados ao plano coletivo na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas) , a uma proposta de transação tributária e ao parcelamento do ISS (Imposto Sobre Serviços). A Anresf rejeitou a defesa por considerar que esses instrumentos não estavam formalizados na data de corte da análise e, portanto, não afastavam os atrasos.
O clube afirmou que buscará resolver as pendências: “O Atlético foi intimado da decisão proferida pela Anresf e pontua que buscará solucionar as pendências junto aos seus credores, alguns deles frente aos quais o Atlético também possui créditos a receber” .
Como noticiou o Poder360 , o São Paulo também foi notificado pela agência em agosto. Na ocasião, recebeu prazo de 45 dias para regularizar uma dívida de R$ 600 mil com o Novorizontino, sob risco da mesma punição.

