# Indicador de risco da dívida argentina atinge maior nível desde outubro de 2025

- Seção: Economia
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/20/risco-divida-argentina.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-20T14:14:12.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1269670-indicador-de-risco-da-divida-argentina-atinge-maior-nivel-desde-outubro-de-2025

> Javier Milei e Abelardo de la Espriella manifestam apoio a Flávio Bolsonaro (PL)

O risco-país da Argentina ultrapassou os 700 pontos básicos nesta terça-feira (20) e chegou a 710 pontos durante a manhã, no maior patamar desde outubro de 2025.

O indicador é calculado pelo banco de investimentos JPMorgan e subia em meio à queda dos títulos da dívida argentina negociados no exterior.

O índice avançou 35 pontos em relação à referência anterior durante a manhã e acumulava oito sessões consecutivas de alta. Em um mês, a elevação chegou a 185 pontos, ou 35%.

🔎 O que é risco-país? O indicador mede a diferença entre os juros dos títulos da dívida de um país e os dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados uma referência de baixo risco. Essa diferença representa o retorno extra que investidores exigem para assumir o risco de emprestar dinheiro ao país. Cada 100 pontos básicos equivalem a 1 ponto percentual.

Por que o risco-país subiu?

A alta desta terça-feira ocorreu junto com a desvalorização dos títulos públicos argentinos negociados em Wall Street.

Os títulos soberanos em dólares caíam, em média, 1,5% durante a sessão. No acumulado de um mês, a queda média chegava a 6%.

O movimento dos títulos ajuda a explicar a elevação do indicador: quando os preços dos papéis caem, seus rendimentos sobem.

Como o risco-país considera a diferença entre os rendimentos dos títulos argentinos e os dos papéis americanos de prazo semelhante, essa diferença pode aumentar.

A alta não tem uma única causa confirmada. Analistas apontam uma combinação de fatores internacionais e do próprio contexto argentino, entre eles a elevação dos juros dos títulos americanos, a maior cautela dos investidores em relação a mercados emergentes e as incertezas políticas ligadas às eleições presidenciais argentinas previstas para 2027.

Juros dos Estados Unidos também influenciam

A remuneração dos títulos do Tesouro americano é uma referência para investidores internacionais. Quando os rendimentos desses papéis aumentam, ativos de países considerados mais arriscados podem perder atratividade, sobretudo se os investidores passam a exigir um retorno maior para compensar os riscos.

Nesse cenário, países emergentes podem enfrentar pressão sobre os preços de seus títulos e aumento do prêmio de risco. O efeito varia conforme as condições de cada economia e a percepção dos investidores sobre sua capacidade de honrar compromissos financeiros.

*Com informações da Agência Reuters

O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa duranre cerimônia de comemoração dos 172 anos da Bolsa de Buenos Aires, no dia 16 de julho de 2026

Reportagem completa: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/20/risco-divida-argentina.ghtml

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