O requerimento abrange as informações dos últimos 8 anos, que, caso Flávio aceite a proposta, serão publicadas no portal DivulgaCandContas ou em outro site público. A petição dá o prazo de resposta até 4ª feira (21.out) e argumenta que a medida assegura o direito à informação do eleitorado antes do 2º turno. Eis a íntegra (PDF – 315 kB).

Além de dados de pessoa física, a medida abrange pessoas jurídicas ligadas a ambos. No caso de Lula, o requerimento cita a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações.

Quanto a Flávio, são citadas Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, All In One Corretora de Seguros Ltda., Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda., Bolsonaro Digital Ltda. e a empresa offshore Alcazar Holdings (na Ilha da Madeira, Portugal).

Eis a lista de familiares de Lula:

Rosângela Lula da Silva, mulher;

Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha;

Marcos Cláudio Lula da Silva, filho;

Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho;

Sandro Luís Lula da Silva, filho;

Luís Claudio Lula da Silva, filho;

Eis a lista de familiares de Flávio:

Jair Messias Bolsonaro, pai;

Rogéria Bolsonaro, mãe;

Carlos Bolsonaro, irmão;

Eduardo Bolsonaro, irmão;

Jair Renan Bolsonaro, irmão;

Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, mulher.

ABERTURA DE SIGILO

Em evento de campanha em São Luís (MA) nesta 3ª feira (20.out.2026), Lula disse querer que a “ sociedade brasileira saiba quem é ladrão neste país, quem é corrupto ”. “ Quero ver se ele tem coragem de abrir o sigilo bancário e o sigilo telefônico dele. Ou seja, da pessoa física e jurídica ”, declarou.

O desafio foi lançado originalmente por Lula durante debate promovido pela Band no domingo (18.out.2026), em São Paulo. A proposta se deu após declarações sobre corrupção entre os candidatos. “Eu desafio você. Eu e você, amanhã, abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão deste país” , afirmou o petista na ocasião.

EMPRESAS E FLÁVIO

O pedido da defesa de Lula foi feito depois de a Polícia Federal enviar ao Supremo Tribunal Federal um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, empresas dele e o senador Flávio Bolsonaro. O inquérito chegou à Corte em 8 de outubro sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

No STF, Flávio é investigado em outro inquérito, aberto em julho sob relatoria do ministro André Mendonça, que apura o financiamento da cinebiografia “ Dark Horse ” (sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro) pelo fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.