“Essa é a minha última campanha para presidente da República, última campanha. E esse mandato quero que seja histórico”, afirmou Lula.
No discurso, Lula afirmou que pretende, em um eventual novo mandato, ampliar o Pé-de-Meia, criar uma versão do programa para universitários, gerar empregos, formar profissionais e investir nas indústrias digital, verde e criativa.
A proposta de um Pé-de-Meia voltado a universitários já havia sido anunciada pelo presidente durante a campanha (leia mais abaixo).
Lula vai ao TSE e protocola documento que libera sigilos se Flávio também o fizer
Em 13 de outubro, Lula afirmou que, se reeleito, pretende criar a partir de 2027 um benefício de R$ 700 mensais durante dez meses, além de um depósito anual de R$ 2,5 mil.
Segundo a proposta apresentada pela campanha, seriam contemplados estudantes de universidades federais e estaduais e do ProUni.
A declaração de que esta será sua última campanha presidencial reforça algo que Lula já havia sinalizado no lançamento de sua candidatura à reeleição.
Na convenção do PT, em agosto, Lula lembrou que a eleição de 2026 corresponde à sétima vez em que concorre à Presidência e afirmou que não tentaria um quinto mandato.
“Eu não vou ter chance de disputar o penta porque resolvi que, depois de a gente entregar o Brasil perfeitamente para o povo brasileiro, nós vamos sair de férias para namorar mais uns 20 anos”, disse na ocasião.
O petista já foi eleito presidente três vezes, em 2002, 2006 e 2022, e hoje exerce seu terceiro mandato à frente do Palácio do Planalto. Caso seja reeleito, governará o país pela quarta vez.
Presidente Lula cumpre agenda de campanha com caminhada no Centro de São Luís
‘Surra nos bolsonaristas’
No ato desta terça, Lula também agradeceu aos apoiadores no Maranhão e disse deixar o estado convencido de que vencerá os adversários.
“Quero agradecer por essa manifestação. Saio daqui convencido que vamos dar novamente uma surra nos bolsonaristas.”
Lula afirmou ainda que considera que os maranhenses reconhecem os investimentos realizados em seu governo no estado.
O presidente disse que, após São Luís, seguiria para Juazeiro e Petrolina e que manteria atividades de campanha até o dia da votação.
“Eu saio daqui e vou para Juazeiro, Petrolina, e só vamos parar no dia 25 de outubro, quando o 13 sair vitorioso nas urnas.”
MEIs, escala 6x1 e transporte gratuito
Mais cedo, em pronunciamento em São Luís, Lula também falou de medidas anunciadas por seu governo na reta final da campanha.
O presidente afirmou que vai sancionar nesta quarta (21) o projeto que amplia o limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs) e perdoa dívidas de inadimplentes da categoria.
O texto foi aprovado pelo Senado na quinta (15) e seguiu para sanção presidencial. A proposta concede anistia integral aos MEIs inadimplentes e amplia o teto de faturamento da categoria.
“Amanhã [quarta] eu vou sancionar a lei de perdão da dívida do MEI. São 4 milhões de pessoas que tinham dívida ativa na União. Nós resolvemos anistiar para limpar o nome dessas pessoas no Serasa e poderem começar uma vida nova”, afirmou Lula.
O presidente também falou sobre o fim da escala de trabalho 6x1. A emenda constitucional que estabelece dois dias de descanso remunerado por semana foi promulgada pelo Congresso na sexta (16).
Lula ainda voltou a defender transporte público gratuito aos sábados e domingos.
“A gente vai então garantir, sábado e domingo, transporte público gratuito para que o povo possa passear nesses dois dias da semana.”
Na semana passada, Lula afirmou que enviaria ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana em todas as cidades do país que oferecem o serviço.
Segundo o presidente, a proposta prevê o uso de recursos de emendas parlamentares.
Em São Luís, Lula também falou nesta terça sobre a disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno, em torno da divulgação de sigilos.
Ele protocolou documentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) nos quais afirma autorizar a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico dos últimos oito anos e dos de parentes, desde que Flávio Bolsonaro faça o mesmo.
“Meus advogados estão lá em Brasília, no Tribunal Superior Eleitoral, entregando um documento meu pedindo a quebra do sigilo bancário e telefônico e exigindo que o Flávio Bolsonaro faça o mesmo. O meu, dos meus filhos e da Janja”, afirmou Lula.
O petista também cobrou a divulgação dos dados de familiares do adversário.
“E que ele faça também da família dele. Até do pai dele que está preso. E ele entre na Justiça autorizando quebrar o sigilo, porque eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é que é ladrão neste país, quem é que é corrupto. Eu quero ver se ele tem coragem de abrir o sigilo bancário dele”, afirmou.
No debate da Band, no domingo (18), Flávio Bolsonaro afirmou não ter “absolutamente nada a esconder”, mas não disse se autorizaria a divulgação de seus sigilos.
O ato no Centro Histórico de São Luís integra a agenda de reta final de Lula antes do segundo turno, marcado para domingo (25).

