Vinte e quatro dos 40 clubes das Séries A e B estão sob risco de serem punidos pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) a partir de 30 de novembro, quando termina o período de transição previsto no regulamento de Fair Play Financeiro para dívidas em atraso.
Decisões publicadas pela agência na segunda-feira citam 12 equipes da primeira divisão e outras 11 da segunda. Há, também, o caso do Fluminense, que relatou dívidas, mas apresentou documentos para comprovar os pagamentos poucos dias antes da data prevista para julgamento – que foi adiado.
Desses 24 clubes, oito receberam prazo de 45 dias para pagar dívidas contraídas nesta temporada sob pena de receberam transfer bans. Da Série A, foram notificados Atlético-MG, Grêmio, Internacional e São Paulo – os paulistas, que já tinham sido notificados em outra medida semelhante, alegam que já cumpriram a obrigação. Da Série B, os clubes são Ceará, Fortaleza, Náutico e Ponte Preta.
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O regulamento de Fair Play Financeiro entrou em vigor em janeiro e, para atrasos de pagamentos, determinou que dívidas contraídas antes de 2026 teriam até o dia 30 de novembro para ser resolvidas – seja com o pagamento ou repactuação. Dívidas de contratos assinados nesta temporada já podem levar a sanções.
Em julho, os clubes precisaram relatar todos os pagamentos que mantêm em atraso – com outras agremiações, com atletas e funcionários ou com autoridades públicas.
Na Série A, dez dos 12 clube julgados foram advertidos. Desses, nove têm dívidas até 2025: Atlético-MG, Botafogo, Corinthians, Grêmio, Internacional, Santos, São Paulo, Vasco e Vitória. O Remo foi advertido por dívida com autoridade publicada deste ano que não teve sua regularização comprovada.
Athletico-PR e Coritiba também foram julgados, mas os casos foram arquivados. O Athletico-PR relatou dívida com o Vasco vencida em 31 de dezembro de 2025, informou que pretende compensá-la com valores que o clube carioca lhe deve e recebeu prazo até 30 de novembro para regularizar essa questão.
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Já o Coritiba tinha dívidas de tributos federais em 30 de junho e depois informou que esses valores foram incluídos em parcelamento. O clube terá que comprovar, em 30 de novembro, os parcelamentos e seus pagamentos.
Na Série B, os 11 clubes julgados receberam advertências e relataram dívidas anteriores a 2026: Avaí, Ceará, Criciúma, Cuiabá, Fortaleza, Goiás, Náutico, Vila Nova, Atlético-GO, Ponte Preta, Sport. O América-MG teve processo instaurado, mas ainda não foi julgado.
Os clubes agora têm prazo até 30 de novembro para regularizar esse passivo – essa é a data da próxima janela para que os dirigentes relatem as dívidas das equipes.
A partir daí, todos os pagamentos em atraso serão passíveis de punição, sejam dividas contraídas antes ou depois da entrada em vigor do regulamento de Fair Play Financeiro, em janeiro.
O ge publicou, há duas semanas, que há um movimento que reúne clubes das duas primeiras divisões para adiar a aplicação de punições em casos de dívidas anteriores a 2026. A proposta é de que o prazo seja estendido até novembro de 2028.
A esse projeto, há resistência de clubes que não correm os mesmos riscos por estarem com seus pagamentos regularizados.
Até agora, a Anresf não recebeu a proposta dos clubes para analisar, apesar de membros da diretoria da agência terem conhecimento dessa movimentação.

