A Delegacia de Polícia de São Pedro (SP) funciona em um prédio com estrutura interditada, rachaduras e risco de queda. A reforma do imóvel, que pertence ao governo estadual, foi aprovada há pelo menos 16 anos pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), mas nunca saiu do papel.

O prédio chegou a ser totalmente interditado no início de 2025, mas o Estado obteve uma liminar na Justiça para manter o trabalho dos cerca de 17 funcionários, entre escrivães, investigadores e o delegado, apurou a EPTV, afiliada da TV Globo. O espaço apresenta mofo e goteiras. Em dias de chuva, os policiais precisam puxar a água com rodos para evitar danos aos equipamentos e documentos.

A precariedade da estrutura tem afetado diretamente o atendimento à população e a rotina policial na cidade, já que metade do prédio ainda está interditada, o espaço da cadeia foi desativado e pessoas presas no município precisam ser levadas para o plantão do 1º Distrito Policial de Piracicaba (SP), cidade vizinha de São Pedro.

Prédio locado para ser nova Delegacia da Polícia Civil de São Pedro

Como medida paliativa, um imóvel foi alugado recentemente para abrigar a delegacia. Segundo o delegado responsável por São Pedro, Ayrton Correia, a mudança deve ocorrer em cerca de três meses, tempo necessário para a adaptação do novo espaço. O novo local alugado fica na R. Veríssimo Prado, no bairro Santa Cruz. A Prefeitura se comprometeu a custear a reforma da fachada do local provisório.

A representante do Conseg na cidade, Rita Ricardo, ressalta que a locação não resolve o problema principal.

"Nós precisamos lutar porque esse prédio da delegacia, ele é um prédio próprio, é um prédio do governo estadual. Então, ele está sendo agora, não vou dizer reformado, mas moldado para que a delegacia funcione lá, só que a gente sabe que é paliativo", afirma.

Rachaduras em prédio da delegacia da Polícia Civil em São Pedro

Ainda segundo a representante do conselho, a situação atual prejudica o cidadão e os servidores.

"Lá dentro está totalmente insalubre, paredes rachadas, muito rachadas, o teto também totalmente incapaz de segurar. Na última chuva era muita água sobre as mesas, equipamentos", relata Rita.

O projeto original de reforma do prédio próprio custaria pouco mais de R$ 2 milhões, com a Prefeitura disposta a pagar cerca de 40% do valor. No entanto, não há prazo para o início da obra definitiva.

A EPTV entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado para pedir um posicionamento, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.

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