Crédito: Dakila Pesquisas.

Uma pirâmide de degraus, cercada

por jardins, vias em curva e estruturas menores, desenha o futuro da zona rural de Corguinho, no interior de Mato Grosso do Sul. É assim que o projeto arquitetônico apresenta o Monumento Escalonado idealizado por Dakila Pesquisas, obra em andamento no alto da Serra de Maracaju. Com 63 metros de altura, a mesma medida na base e 9 metros de profundidade, a edificação terá 12 pavimentos e deve se tornar o principal cartão-postal da Cidade Zigurats.

Arquitetura inspirada em civilizações antigas

Antes do primeiro traço, a equipe de pesquisadores da associação percorreu construções escalonadas em vários países para entender a lógica desses edifícios. Na leitura de Dakila, os zigurates e as pirâmides de degraus não eram apenas templos ou túmulos, como costuma afirmar a historiografia convencional, e cumpriam funções ligadas à energia e ao conhecimento. É essa hipótese que o monumento brasileiro pretende colocar à prova.

As proporções seguem o que a instituição chama de matemática universal, em que o número 9 aparece como base de cálculo. No desenho, a estrutura central tem escadarias nas faces e topo translúcido, enquanto pirâmides menores ocupam o entorno ajardinado.

Uma localização escolhida pela geografia

O ponto exato da obra não foi definido ao acaso. Segundo a associação, o monumento está sobre o paralelo 19º Sul, faixa alinhada à Anomalia Magnética do Atlântico Sul, área em que o campo magnético do planeta se apresenta mais fraco e o cinturão de Van Allen fica mais próximo da superfície. Para os pesquisadores, essas condições favorecem o estudo de campos eletromagnéticos, vibrações e fenômenos sísmicos. O formato em degraus, de acordo com Dakila, também tem razão técnica: a associação afirma que esse desenho favorece a ressonância, capaz de gerar energia e induzir vibrações sonoras, efeito que pretende medir no próprio local.

O que vai funcionar dentro da pirâmide

Mais do que um marco visual, o edifício foi planejado para ser ocupado. O programa prevê museus dedicados ao resgate histórico, cinema, salas temáticas, espaços comerciais, centro de convenções e uma grande biblioteca voltada a experimentos e pesquisas. A coordenação de projetos de Dakila, sob Adriana Bueno, aponta o local como futura referência da Lilarial, área de estudo da associação dedicada a leis universais e a fenômenos que a ciência ainda não explica.

As linhas de pesquisa da entidade incluem matemática, arqueologia, astrofísica, física quântica, saúde e bem-estar, e o monumento deve reunir parte desse trabalho em um mesmo endereço.

Investimento privado e reflexos na região

A construção começou em janeiro de 2018 e é custeada com recursos da própria associação, somados ao apoio de associados e investidores. O modelo dispensa verba pública e transforma a obra em vetor de desenvolvimento para um município pequeno do Centro-Oeste.

Quem chega à região costuma se surpreender ao encontrar uma estrutura desse porte em meio à paisagem rural. Os efeitos da obra já aparecem no dia a dia de Corguinho: há vagas abertas na construção civil e maior procura por restaurantes, transporte e prestadores de serviço. A melhoria da estrada que leva à Cidade Zigurats deve favorecer produtores rurais e a comunidade quilombola de Boa Sorte, facilitando o escoamento da produção e a chegada de turistas. Em um estado reconhecido pelo ecoturismo de Bonito e do Pantanal, o complexo propõe um roteiro diferente, que une ciência, história e cultura na região central sul-mato-grossense.

Quem conduz o projeto

A iniciativa é liderada por Urandir Fernandes de Oliveira, presidente de Dakila Pesquisas, que acompanha de perto o avanço da obra e as expedições da equipe. Para ele, os povos antigos atribuíam enorme importância a esses complexos, e o monumento de Corguinho nasceu para recuperar esse legado com base em pesquisa.

O trabalho da associação ultrapassa as fronteiras de Mato Grosso do Sul. Dakila assinou com o Governo de São Paulo um protocolo de intenções para desenvolver o Caminho do Peabiru, antiga rede de trilhas indígenas que conectava o litoral atlântico ao Pacífico há mais de três milênios.

As visitas à Cidade Zigurats e ao Recanto de Havallon, sede mundial do Ecossistema Dakila, são feitas com agendamento pelo WhatsApp (67) 99803-3999. Informações sobre o monumento estão disponíveis no site oficial de Dakila Pesquisas.